EUA pedem que Israel evite baixas civis em ataques a Gaza

Casa Branca não pede, porém, a suspensão dos ataques, como fez o presidente francês, Nicolas Sarkozy

EFE

27 de dezembro de 2008 | 10h46

Os Estados Unidos pediram neste sábado, 27, que Israel evite baixas civis em seus ataques aéreos em Gaza, e afirmaram que o Hamas precisa interromper os ataques de morteiros a Israel para cessar a violência. A Casa Branca não pediu para que Israel interrompa os ataques aéreos que mataram dezenas de pessoas nas Faixa de Gaza governada pelo Hamas, no dia mais sangrento para o povo palestino em mais de 20 anos.   Veja também: Conheça a história do conflito entre Israel e palestinos Ataques israelenses matam pelo menos 155 em Gaza Israel diz estar pronto para expandir ataques a Gaza Abbas pede ajuda; Liga Árabe convoca reunião de urgência Reação palestina deixa israelense morta e quatro feridos Irã enviará navio com ajuda para Gaza, diz TV estatal Veja imagens de Gaza após os ataques        Ao contrário do governo norte-americano, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu em nota a suspensão "imediata" dos ataques de Israel contra a Faixa de Gaza. O texto diz que Sarkozy expressa "a mais profunda preocupação" pela situação no Oriente Médio.   Ele condenou as provocações irresponsáveis que levaram a essa situação, assim como o que chamou de "uso desproporcional da força". Não existe uma solução militar em Gaza", disse o presidente.   Ao lado da primeira-dama francesa, Carla Bruni, Sarkozy passou o Natal no Brasil, em um resort de luxo na Bahia. A previsão é que o casal permaneça no local até o dia 29 de dezembro. Até lá, devem visitar o centro de Ilhéus, além de reservas naturais nas proximidades da cidade.   Morteiros   O porta-voz da Casa Branca Gordon Johndroe afirmou que "os contínuos ataques de morteiros do Hamas em Israel precisam parar para interromper a violência. O Hamas precisa acabar com suas atividades terroristas se quiser ter um papel no futuro do povo palestino", afirmou. "Os Estados Unidos pedem que Israel evite baixas civis em seus ataques ao Hamas em Gaza."   Aviões israelenses F-16 lançaram uma série de ataques contra a região da Faixa de Gaza nesta manhã. O bombardeio ocorre dois dias depois que o governo israelense adotou a decisão de empreender uma operação militar em grande escala em Gaza, se os grupos armados palestinos continuassem com o lançamento de foguetes contra o território de Israel.   Egito   Em comunicado presidencial, citado pela agência de notícias oficial Mena, Egito condena os ataques e diz que considera Israel responsável pelas mortes e ferimentos que resultaram dos ataques. "O Egito condena os ataques militares israelenses", acrescentou a agência. "O Egito vai seguir com os seus contatos para preparar uma atmosfera que leve a restaurar o período de calma e a conseguir uma reconciliação entre grupos palestinos", disse.   Texto atualizado às 12h20

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