EUA pedem que Níger detenha integrantes de comboio líbio

O governo norte-americano pediu na terça-feira que o Níger detenha funcionários de alto escalão do governo de Muammar Gaddafi que teriam entrado no país em um comboio saído da Líbia, informou o Departamento de Estado dos EUA.

REUTERS

06 Setembro 2011 | 15h51

As autoridades nigerinas informaram o embaixador norte-americano que o comboio levava diversos membros importantes do governo de Gaddafi, mas não deu indicações de que o próprio Gaddafi estivesse entre eles, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

"Pedimos nos termos mais fortes que as autoridades nigerinas detenham esses membros do regime que podem ser objeto de processo, a fim de garantir que confisquem quaisquer armas que encontrem e que qualquer bem do governo da Líbia, dinheiro, jóias etc também sejam apreendidos para que sejam devolvidos ao povo líbio", disse Nuland.

Ela afirmou que os EUA também pediram que o Níger trabalhe com o conselho interino que governa a Líbia a fim de garantir que seus interesses sejam atendidos ao levar os passageiros do comboio à Justiça.

"Todos serão sujeitos a uma proibição de viagens pelas Nações Unidas, por isso estamos trabalhando juntos com o governo de Níger", afirmou Nuland.

Autoridades do Níger disseram que Mansour Dhao, chefe da segurança pessoal de Gaddafi, entrou no Níger no domingo, e uma autoridade da segurança nacional dos EUA afirmou que Washington acredita que o comboio também levava diversos outros passageiros líbios proeminentes.

Uma segunda autoridade norte-americana disse que um dos comboios tinha uma "configuração" que sugeria que levava membros do alto escalão do regime de Gaddafi.

Entretanto, essa autoridade disse que não tinha informações sobre se Gaddafi viajou no comboio ou fugiu da Líbia, e Nuland disse que o Níger não deu indicações de que qualquer membro da família de Gaddafi estivesse entre os passageiros.

Fontes militares disseram à Reuters que um comboio de entre 200 e 250 veículos tinha sido escoltado à cidade de Agadez, no norte do país, por homens do Exército do Níger. As autoridades norte-americanas disseram que o regime de Gaddafi tinha laços próximos com os rebeldes Tuareg, com base no Níger, alguns dos quais foram à Líbia ajudar a defender Gaddafi.

Uma fonte militar francesa afirmou à Reuters que era possível que Gaddafi e seu filho Saif al-Islam poderiam se juntar ao comboio mais tarde e que se dirigissem à vizinha Burkina Faso.

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