EUA perdem mais 4 soldados; baixas no Iraque chegam a 4.000

Chegou no domingo a 4.000 o número demilitares norte-americanos já mortos na guerra do Iraque, quecomeçou há pouco mais de cinco anos e que, segundo o presidenteGeorge W. Bush, os EUA estão a caminho de vencer. Quatro soldados dos EUA morreram no domingo no sul doIraque por causa de uma bomba deixada num acostamento--principal causa de mortes militares no conflito. Um quintosoldado ficou ferido. No mesmo dia, a "Zona Verde", vigiadíssima área de Bagdáocupada por prédios públicos, foi atingida por vários foguetese morteiros, parte de uma onda de violência na capital e emoutros lugares, que ocorre desde janeiro. Dezenas de pessoasmorreram nos incidentes de domingo. Washington afirma, porém,que desde junho em geral a violência caiu 60 por cento. Será difícil avaliar o impacto de curto prazo da 4.000abaixa militar sobre a opinião pública e a campanha eleitoraldos EUA, mas críticos da guerra devem aproveitar o marco parainsistir na retirada das tropas. "Lamenta-se cada baixa, cada perda", disse ovice-presidente Dick Cheney em visita a Jerusalém. "Isso podeter um efeito psicológico sobre o público, mas é uma tragédiaque vivamos num tipo de mundo onde isso aconteça." O contra-almirante Greg Smith, porta-voz militar dos EUA,minimizou na segunda-feira a importância da morte número 4.000."Nenhuma baixa é mais ou menos significativa que outra, cadasoldado, marine, aviador e marinheiro é igualmente precioso, esua perda é igualmente trágica." O respeitado analista Anthony Cordesman, do Centro deEstudos Estratégicos e Internacionais, de Washington, disse queo número redondo de vítimas deve polarizar o debate. "Os que se opõem à guerra verão nisso mais uma razão paraencerrá-la. Os que a apóiam vão citar o progresso militar edizer que as futuras baixas serão muito menores", disse ele. Embora os norte-americanos estejam mais preocupados com osproblemas econômicos domésticos, a guerra do Iraque continuasendo uma questão importante na campanha presidencial. Ospré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clintonpropõem um cronograma para a retirada das tropas. (Reportagem adicional de Randy Fabi)

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