EUA poderão atacar países a partir do Iraque, diz líder sunita

Acordo, que estaria sendo firmado por Bagdá e Washington, viola a soberania iraquiana, alerta parlamentar

Efe,

23 de junho de 2008 | 18h53

O acordo que está sendo finalizado por Bagdá e Washington sobre a presença das tropas americanas no Iraque contempla o direito dos Estados Unidos de atacar qualquer país de dentro deste Estado árabe, denunciou nesta segunda-feira, 23, um líder parlamentar sunita. Em declarações à agência independente de notícias Aswat al-Iraq, Khalaf al-Olayan, membro da Frente do Consenso Iraquiano (FCI), disse que muitos pontos do tratado proposto pelos EUA violam a soberania do Iraque, como a detenção de suspeitos sem permissão do governo iraquiano. "Este acordo permitirá aos EUA a construção de entre 50 e 80 bases militares no Iraque", disse Olayan, dirigente da Conferência para o Diálogo Nacional, que forma a FCI junto com o Partido Islâmico e a Conferência dos Povos do Iraque. No entanto, o vice-ministro de Exteriores iraquiano Labid Abbawi desmentiu que o Iraque vá permitir que os EUA ataquem outros países a partir de território do Iraque. "O acordo de segurança não conterá nenhuma cláusula que conceda aos EUA o direito de utilizar território iraquiano como plataforma de lançamento para ameaçar ou atacar outros países", disse Abbawi, em declarações à Aswat al-Iraq. O Iraque e os EUA negociam há meses o tratado que regulamentará a presença militar do país americano em solo iraquiano a partir de 31 de dezembro, quando termina o mandato da ONU.

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