EUA põem em dúvida relações com governo libanês pró-Hezbollah

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse na terça-feira que a ascensão de um governo dominado pelo Hezbollah afetaria as relações do Líbano com Washington, já que o governo norte-americano classifica o grupo xiita como terrorista.

REUTERS

25 de janeiro de 2011 | 18h40

"Um governo controlado pelo Hezbollah teria claramente um impacto sobre a nossa relação bilateral com o Líbano", disse Hillary a jornalistas em Washington.

"Nossos pontos principais continuam como sempre: acreditamos que a justiça deve ser buscada e que a impunidade por um homicídio deve acabar. Acreditamos na soberania do Líbano e num fim da interferência externa."

O Hezbollah e seus aliados abandonaram na semana passada o governo de união nacional do Líbano, em protesto contra o provável indiciamento de integrantes seus pelo tribunal internacional que investiga a morte do ex-premiê Rafik al Hariri, pai do atual ocupante do cargo, Rafik al Hariri.

Com apoio do Hezbollah, o político sunita Najib Mikati foi indicado nesta semana para suceder Hariri, o que altera o equilíbrio de poder no país na direção da Síria e do Irã.

A Casa Branca acusou na terça-feira o Hezbollah de usar "a coerção, a intimidação e ameaças de violência" para alcançar suas metas políticas, e disse que o novo governo do país precisa renunciar à violência e respeitar a Constituição - que estabelece cotas para a ocupação de cargos públicos por sunitas, xiitas e cristãos.

(Reportagem de Arshad Mohammed e David Alexander)

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