EUA preparam pacote de US$ 2 bilhões em ajuda militar ao Paquistão

Segundo 'CNN', valor seria destinado ao combate de insurgentes na fronteira com o Afeganistão

Efe,

19 de outubro de 2010 | 22h32

WASHINGTON- Os Estados Unidos preparam um pacote de ajuda de cerca de US$ 2 bilhões para o Paquistão com o objetivo de melhorar a capacidade luta antiterrorista do país. O anúncio deve ser feito nesta semana, durante o terceiro diálogo estratégico entre os dois países.

 

Veja também:

linkMilhões estão desabrigados após chuvas no Paquistão

linkPelo menos 16 morrem em incidentes violentos em Karachi

 

O financiamento permitirá que o Paquistão combata melhor os extremistas em sua fronteira com o Afeganistão, já que o país insiste que não tem capacidade suficiente para perseguir os terroristas e precisa de mais apoio dos Estados Unidos, informou hoje a rede CNN.

 

O pacote terá uma vigência de cinco anos e o Paquistão pretende usá-lo para comprar helicópteros, sistemas bélicos e equipes para interceptar comunicações.

 

Os US$ 2 bilhões se somariam à ajuda não militar de US$ 7,5 bilhões que o Congresso americano aprovou no ano passado.

 

No último diálogo estratégico, realizado em julho na capital paquistanesa, a secretária de Estado, Hillary Clinton, anunciou o envio de mais de US$ 500 milhões ao país para a renovação de hospitais, melhoria da distribuição de água e represas hidrelétricas, entre outros projetos.

 

Os EUA, no entanto, tiveram de reavaliar seus planos depois que as graves inundações atingiram o Paquistão, causando 1.800 mortos e 21 milhões de atingidos pelas chuvas. Quase US$ 400 milhões já foram doados pelos Estados Unidos ao país aos as enchentes.

 

As necessidades de Islamabad após a tragédia serão um tema importante a ser tratado no diálogo que começa amanhã e será concluído na sexta, com uma reunião na qual participarão Hillary e seu colega paquistanês, Shah Mehmud Qureshi.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.