EUA pressionam Israel para iniciar conversas diretas com palestinos

Diálogo direto está paralisado desde a ofensiva israelense em na Faixa de Gaza, em 2008

Efe,

26 de julho de 2010 | 21h29

Barak e Hillary se reúnem no Departamento de Estado, em Washington

 

WASHINGTON- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reuniu nesta segunda-feira, 26, com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, para discutir a atual situação em Gaza e o processo de paz no Oriente Médio.

 

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A revisão "dos progressos recentes em nossos esforços para passar das conversas indiretas a negociações diretas" estavam entre os pontos da agenda, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Philip Crowley.

 

Além disso, Hillary e Barak discutiram a atual situação em Gaza, após o ataque israelense a uma frota de barcos que levaria ajuda humanitária a Gaza no dia 31 de maio, no qual nove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, além de outros aspectos ligados à estabilidade regional.

 

Os EUA apresentaram em janeiro uma proposta às partes para retomar o diálogo no Oriente Médio por meio de conversas indiretas mediadas por Washington, após a estagnação do processo de paz pelas diferenças entre israelenses e palestinos para retomar o diálogo.

 

As negociações de paz foram paralisadas depois de uma ofensiva israelense na Faixa de Gaza em dezembro de 2008, na qual mais de 1.400 palestinos morreram, além de 13 israelenses.

 

No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas, embora nenhum progresso tenha sido feito até agora.

 

Os palestinos exigem a suspensão total da construção de novos assentamentos como condição para que ocorram negociações diretas. A porção oriental de Jerusalém foi tomada pelos israelenses após a Guerra dos Seis Dias de 1967, e desde então são construídas casas para colonos judeus na área. Os assentamentos são considerados ilegais pela ONU.

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