EUA pressionam Turquia para rápido fim de ação no Iraque

Exército se nega a encurtar ofensiva contra PKK; Gates insiste que Ancara deve apoiar minoria curda no país

REUTERS

28 de fevereiro de 2008 | 07h54

Os Estados Unidos reiteraram à Turquia nesta quinta-feira, 28, o pedido para que a grande ofensiva terrestre contra rebeldes curdos no norte do Iraque seja encerrada o mais breve possível, mas Ancara insiste que ficará na área até concluir sua missão.   Em visita a Ancara, o secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, declarou a repórteres que não recebeu prazos para a retirada turca da região. O general turco Yasar Buyukanit afirmou à CNN da Turquia que "um período curto é um conceito relativo, que pode ser um dia ou um ano".   "O importante para nós é esclarecer quais são nossos interesses, nossas preocupações sobre a situação no Iraque", disse ele após um encontro com o ministro da Defesa turco. Washington teme que uma ação prolongada desestabilize a região, porém apóia a incursão da Turquia para combater rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) - no ano passado, os EUA até começaram a repassar dados de inteligência aos turcos para ajudar na missão.   "Deve ficar claro que ação militar sozinha não acabará com esta ameaça terrorista", acrescentou Gates. Segundo ele, a Turquia tem também que adotar medidas políticas e econômicas para isolar as guerrilhas do PKK e ajudar a apoiar a grande minoria étnica curda do país.   Líderes turcos têm sido pressionados internamente a combater os cerca de 3 mil integrantes do PKK, que usam o norte do Iraque como base para ataques do outro lado da fronteira contra militares e civis da Turquia.

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