EUA prometem respeito à soberania do Paquistão

A principal autoridade militar dosEstados Unidos, almirante Mike Mullen, reiterou nestaquarta-feira o compromisso do seu país com a soberania doPaquistão, que se queixa da recente onda de bombardeiosnorte-americanos contra militantes em território paquistanês. Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, admitiuneste mês que as forças ocidentais não parecem estar vencendo aguerra no Afeganistão, e que por isso seria necessário "buscaruma estratégia nova, mais abrangente", que incluísse tambémações nas áreas tribais no lado paquistanês da fronteira, ondemilitantes da Al Qaeda e Taliban estariam se refugiando. O novo governo paquistanês promete apoio aos EUA no combateaos militantes islâmicos, mas se opõem às incursões e protestoucontra um sangrento bombardeio norte-americano neste mês naregião do Waziristão do Sul. Desde o início de setembro houvecinco ataques de mísseis dos EUA, resultando na morte de civise militantes no Paquistão. Em conversa com o comandante do Exército paquistanês,general Ashfaq Kayani, e com o primeiro-ministro Yousaf RazaGilani, Mullen elogiou o papel positivo do Paquistão não guerraao terrorismo e prometeu apoio dos EUA, segundo nota divulgadapela embaixada norte-americana em Islamabad. "O almirante Mullen reiterou o compromisso em respeitar asoberania paquistanesa e em desenvolver mais a cooperação e acoordenação entre EUA e Paquistão", disse a embaixada. Em parte graças à tensão diplomática (mas também devido àcrise financeira global), a rúpia paquistanesa atingiu a suamenor cotação na história, 77,30 por dólar, e a Bolsa tambémcaiu. (Reportagem adicional de Hafiz Wazir, Haji Mujtaba e JohnRuwitch)

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