EUA propõem a Israel moratória em assentamentos por 90 dias

Proposta faz parte de plano americano para que palestinos voltem a negociar com o Estado judeu

estadão.com.br,

13 de novembro de 2010 | 20h18

Atualizado às 21h18

 

JERUSALÉM- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revelou ao seu gabinete neste sábado, 13, o plano dos Estados Unidos para a retomada das negociações diretas entre israelenses e palestinos, paralisadas desde o fim de setembro.

 

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O premiê havia se encontrado nesta semana com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, para discutir formas de como avançar no diálogo de paz.

 

Segundo fontes presentes no encontro que não quiseram se identificar, entre as propostas está uma moratória de 90 dias sobre as construções de assentamentos na Cisjordânia, mas não em Jerusalém Oriental, parte da cidade que os palestinos almejam como capital de seu futuro Estado.

 

O plano americano, que também inclui medidas de apoio dos EUA a Israel, especialmente no campo de segurança, será discutido neste domingo, na reunião semanal do conselho de ministros.

 

Essa moratória afetaria todas as obras futuras e aquelas que começaram depois de 26 de setembro, data final da paralisação anterior de dez meses nas construções. Os EUA prometeram ao Estado judeu que não voltarão a pedir uma nova moratória depois do fim do período de 90 dias.

 

Ponto sensível nas negociações diretas, as construções de colônias judaicas em territórios ocupados foram retomadas em 26 de setembro, o que provocou a retirada dos palestinos das conversações de paz.

 

Nesta semana, Israel anunciou mais 1.300 construções em Jerusalém Oriental, o que gerou críticas da comunidade internacional.

 

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que seu representante na ONU solicite uma reunião de emergência no Conselho de Segurança do órgão para que as construções sejam paralisadas.

 

Com Reuters e AP

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