EUA prorrogam congelamento de bens de pessoas que ameaçam Líbano

Segundo Obama, Síria teve avanços nas relações com país vizinho, mas continua a apoiar o Hezbollah

Efe,

29 de julho de 2010 | 23h36

WASHINGTON- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prorrogou nesta quinta-feira, 29, o congelamento dos ativos em território de seu país das pessoas que ameaçam a estabilidade do Líbano, principalmente na Síria, informou a Casa Branca.

 

Em carta ao Congresso americano, Obama indicou que prorrogará em um ano o congelamento, que expiraria em 1º de agosto e foi ordenado pela primeira vez em 2007.

 

Na carta, o presidente aponta que, embora no último ano tenham havido avanços na relação entre Líbano e Síria, continua "a transferência de armas ao Hezbollah", grupo islâmico libanês considerado terrorista pelo governo americano.

 

Isso "mina a soberania do Líbano, contribui para a instabilidade política e econômica na região e continua representando uma ameaça para a segurança nacional e para a política externa dos Estados Unidos", acrescenta.

 

O anúncio ocorre às vésperas da visita do presidente sírio, Bashar al-Assad, a Beirute, sua primeira viagem ao Líbano desde 2002.

 

Com esta visita se consolida a normalização de relações entre os dois países após as tensões surgidas depois do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri em 14 de fevereiro de 2005, o que uma investigação da ONU atribuiu à Síria.

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