EUA querem ajudar Irã a importar isótopos para seu reator

País incentiva novo pacote de sanções a República Islâmica, mas quer manter via de diálogo aberta

09 de fevereiro de 2010 | 22h04

O embaixador dos Estados Unidos na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Glyn Davies, teve conversas dentro do organismo para oferecer ajuda ao Irã na importação dos isótopos necessários para o reator médico de Teerã, afirmou nesta terça-feira, 9,o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano,Philip Crowley.

 

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Crowley explicou que se trata de uma oferta diferente da que a comunidade internacional, por meio da AIEA, fez em outubro ao Irã para enriquecer parte de seu urânio no exterior e depois recebê-lo nas condições necessárias para manter seu reator médico em Teerã em operação.

 

Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz do

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Departamento de Estado disse que o embaixador americano "teve este tipo de conversa dentro da AIEA". "Expressamos nossa vontade de trabalhar com eles (os iranianos) na importação de isótopos médicos, se essa é sua preocupação verdadeira", afirmou Crowley.

 

O porta-voz destacou que o último passo dado pelo Irã foi "desnecessário" e "provocativo" e serviu apenas para "aumentar a preocupação" da comunidade internacional sobre quais as verdadeiras intenções do país.

 

"O que estamos dizendo é que fizemos uma oferta baseada na boa fé, pensamos que era prática, que era executável. Mas se o Irã não quer aceitar a proposta, há outras disponíveis", explicou o porta-voz.

 

O Irã anunciou nesta terça o início do processo de enriquecimento de urânio a 20% na usina nuclear de Natanz. Com isso, países ocidentais sob a liderança dos EUA optaram por preparar uma nova série de sanções mais duras contra a República Islâmica.

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou nesta quinta que seu governo está elaborando um "grande pacote de sanções" contra Teerã por sua recusa a aceitar a oferta da AIEA.

 

Washington conversa com os outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, França, Rússia e Reino Unido - e a Alemanha sobre uma possível quarta rodada de sanções, mas também sobre como manter aberta a via da negociação e da diplomacia.

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