Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

EUA querem paralisação de 4 meses em construções em Jerusalém

Presidente Barack Obama teria pressionado Netanyahu para buscar a paz com palestinos

Reuters

31 de março de 2010 | 11h04

JERUSALÉM - O presidente dos EUA, Barack Obama, quer que Israel interrompa as construções em assentamentos no leste de Jerusalém por quatro meses. A atitude seria uma tentativa de retomar as negociações de paz entre israelenses e palestinos, segundo informações publicadas nesta quarta-feira, 31, pelo jornal israelense Ha'aretz.

Washington espera que um acordo assim poderia convencer os palestinos a retomar negociações diretas, em vez do diálogo indireto, disse o jornal, citando sem identificar uma fonte política israelense. Um porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não quis comentar a matéria do jornal.

 

Nabil Abu Rdainah, assessor do presidente da Autoridade Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, disse que "é interromper os assentamentos em Jerusalém e no resto da Cisjordânia antes do retorno às negociações, diretas ou indiretas", confirmando a postura dos árabes sobre o assunto

Obama tem pressionado Israel para eixar construir em Jerusalém Oriental. A região da cidade sagrada foi tomada pelos israelenses junto com a Cisjordânia na Guerra  dos Seis Dias de 1967. Os palestinos reclamam a área como a capital de seu fururo Estado. Israel, por sua vez, considera toda a Jerusalém a sua capital, algo que não tem reconhecimento internacional.

Resistência

 

Autoridades israelenses afirmaram que Obama pediu a Netanyahu na semana passada em Washington que, com um gesto de boa-vontade, o premiê ajude a convencer os palestinos a retomar as negociações de paz, suspensas desde dezembro de 2008, ao tomar iniciativas como a paralisação da expansão dos assentamentos.

O premiê, que tem resistido às pressões dos EUA, realizou duas consultas ao seu gabinete sobre as propostas de Washington, mas não chegou a conclusões. Segundo autoridades, as discussões continuam.

O Ha'aretz afirmou que é consenso os ministros islraeneses que o Estado judeu deva evitar declarar uma completa paralisação nas construções. Para o gabinete de Netanyahu, o país deve procurar um "entendimento silencioso" sobre o tema.

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