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EUA reafirmam seu apoio a Israel em meio a controvérsia por assentamentos

Para Departamento de Estado, Israel é 'aliado estratégico' e continuará o sendo

Efe,

15 de março de 2010 | 20h31

Efe

 

O governo dos Estados Unidos reiterou nesta segunda-feira, 15, seu compromisso "inquebrantável" com Israel, o qual qualificou como um "aliado estratégico", e meio a ataques de republicanos pela resposta de Washington a controvérsia gerada pelo anúncio de novos assentamentos judeus.

 

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O anúncio do governo israelense na semana passada - feito enquanto o país recebia a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden - sobre a construção de 1.600 novas casas em Jerusalém Oriental, na parte árabe da cidade, aprofundou as tensões entre os dois países nos últimos dias.

 

Durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip Crowley, afirmou que Israel "é um aliado estratégico dos Estados Unidos, e continuará sendo".

 

Segundo Crowley, o compromisso dos EUA com Israel "permanece inquebrantável" e a polêmica em torno dos assentamentos não afeta a agenda bilateral dos dois países.

 

O porta-voz acrescentou que a Secretaria de Estado continua esperando uma resposta formal de Israel ao telefonema que a secretária Hillary Clinton fez na sexta-feira ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

 

Na ligação, Hillary delineou as "medidas apropriadas que o governo israelense deve tomar", de acordo com Crowley.

 

O porta-voz fez essas declarações em resposta a ataques de líderes republicanos no Congresso sobre a reação da administração Obama ao anúncio dos assentamentos. Segundo a oposição, os comentários da Casa Branca sobre o anúncio de novas construções "são irresponsáveis" e Obama estaria se colocando "ao lado dos inimigos".

 

O governo Obama, desde o presidente até o vice-presidente Joe Biden e a secretária Hillary Clinton, afirmaram que expansão dos assentamentos dificulta o já complicado processo de paz entre palestinos e israelenses.

 

De acordo com a embaixada de Israel em Washington, as tensões geradas pelos assentamentos em Jerusalém não prejudicam as relações diplomáticas que os dois países mantêm desde os anos 70.

 

LULA

 

Nesta segunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma visita oficial à Israel. O  brasileiro chegou ao Oriente Médio para visitar líderes palestinos e israelenses e tratar de assuntos como a paz na região e a diplomacia com o Irã.

 

Lula havia dito que chegou à região carregando "o vírus da paz" e sugerindo que deveria haver mais mediadores nas negociações de paz entre palestinos e israeleneses e colocou o Brasil à disposição nesta questão diplomática.

 

PALESTINOS

 

A questão dos assentamentos é considerada crucial no processo de paz entre palestinos e israelenses. Os árabes antes haviam anunciado que só voltariam às negociações se fosse decretado um congelamento total da expansão dos assentamentos. Em novembro, Israel anunciou uma paralisação parcial, que não abrangia novas construções em Jerusalém Oriental, área reclamada pelos palestinos como capital de seu futuro Estado.

 

As autoridades palestinas reprovaram veementemente a política de Israel e ameaçaram retirar-se das negociações. Os palestinos acusam Israel de não dar passos concretos pela estabilidade da região.

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