EUA retiram denúncia de que mulheres-bomba eram deficientes

Exército afirma que autoras do ataque que matou quase 100 em mercado recebiam tratamento psiquiátrico

Agência Estado e Associated Press,

20 de fevereiro de 2008 | 13h50

Militares dos Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira, 20, que as duas mulheres que promoveram ataques suicidas a bomba contra dois mercados de animais em Bagdá no começo do mês haviam recebido tratamento psiquiátrico, mas não há indícios de que portavam a síndrome de Down, como tinha sido anteriormente denunciado. Logo depois dos atentados de 1 de fevereiro que deixaram cerca de 100 mortos, autoridades iraquianas disseram que as mulheres eram deficientes mentais que teriam sido usadas pela Al-Qaeda. Islâmicos teriam amarrado explosivos nos corpos delas e provocado a detonação por controle remoto. As autoridades afirmaram que se basearam em fotos da cabeça delas para fazer a acusação. O Exército dos EUA, inicialmente, reagiu com ceticismo, mas depois endossou a denúncia. O almirante Gregory Smith, um porta-voz militar, disse que as mulheres foram identificadas como moradoras de arredores de Bagdá que tinham por volta de 30 anos. Nesta quarta, o almirante Smith recuou, mas manteve a informação que elas sofriam de problemas mentais. "As duas haviam recentemente recebido tratamento psiquiátrico por depressão e/ou esquizofrenia. Pelo que sabemos agora, não há indicação de que elas teriam síndrome de Down", precisou. O almirante disse que uma das mulheres era casada, mas nenhuma das duas tinha antecedentes criminais e não está claro se tinham ligações com a Al-Qaeda no Iraque.

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