EUA se dizem 'decepcionados' com novas construções de Israel

Estado judeu anunciou planos para construção de mais 1.300 casas em Jerusalém Oriental

estadão.com.br,

08 de novembro de 2010 | 17h33

WASHINGTON- O governo dos Estados Unidos se declarou nesta segunda-feira, 8, "profundamente decepcionado" com o anúncio de que Israel construirá 1.300 novas casas em Jerusalém Oriental. As informações são da agência de notícias AFP.

 

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"Estamos profundamente decepcionados com o anúncio de planos avançados para construir novas residências em zonas sensíveis de Jerusalém Oriental", declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, em referência à porção majoritariamente palestina da cidade.

 

O principal negociador palestino, Saeb Erakat, também condenou "muito firmemente" os planos do Comitê de Planejamento e Obras do Distrito de Jerusalém, que publicou detalhes do programa de expansão de colônias ao longo do final de semana. Eles preveem construções na região da cidade sagrada reclamada como capital do futuro Estado palestino.

 

Os planos incluem 983 casas em Har Homa e outras 42 perto de Belém. Ainda são previstas 320 moradias em Ramot, ao norte. Essas são as primeiras licitações de Israel para novas casas depois do fim da moratória decretada no ano passado, que paralisou as construções por 10 meses e expirou no último dia 26 de setembro.

 

As novas construções devem prejudicar ainda mais as recentemente retomadas negociações de paz entre israelenses e palestinos, paralisadas após o fim da moratória. Nabil Abu Rdainah, um assessor do presidente palestino Mahmoud Abbas afirmou hoje à Reuters que "Israel continua a criar obstáculos. Não haverá retorno às negociações enquanto Israel desenvolver atividades de assentamento".

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