EUA têm esperanças no Oriente Médio apesar de decepção

Enviado especial americano à região se reuniu com líderes de Israel e Palestina em busca de negociações

Associated Press,

22 de janeiro de 2010 | 12h24

O enviado dos EUA ao Oriente Médio, George Mitchell, se reuniu nesta sexta-feira, 22, com o líder palestino Mahmoud Abbas em meio ao clima de desapontamento sobre a possibilidade de Israel e Palestina restabelecerem o diálogo para a paz na região.

 

Mitchell começou sua missão na quinta-feira, conversando com o premiê israelense Benjamin Netanyahu e outros líderes. Apesar do clima ruim, o americano disse ter esperanças pela situação na região. "Perseguiremos esse objetivo até o atingirmos", disse.

 

A reunião entre Abbas e Mitchell foi ofuscada pelas declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, publicadas na revista Time de que o governo americano superestimou sua habilidade conciliatória e não conseguiu fazer com que ambas as partes voltassem a negociar.

 

Israel "encontrou dificuldades em tomar atitudes concretas" enquanto Abbas tinha "o Hamas o supervisionando", disse o presidente americano, referindo-se ao partido rival do líder palestino que controla a Faixa de Gaza.

 

"Acho que é verdade o fato de que o que fizemos nesse ano não produziu o tipo de efeito que queríamos e se tivéssemos antecipado alguns desses problemas políticos em ambas as partes, poderíamos ter expectativas menores", continuou Obama na entrevista.

 

Abbas disse repetidamente que não retomaria as negociações sem o congelamento total das construções de assentamentos por parte de Israel. Os EUA inicialmente pressionaram o Estado judeu pela paralisação, mas recuaram quando Netanyahu resistiu aos pedidos e apenas desacelerou as construções em algumas áreas.

 

Netanyahu disse que quer retomar as negociações imediatamente, mas também não fez tantas concessões. O premiê disse que não abrirá mão de nenhuma parte de Jerusalém, cidade cuja área Oriental é reclamada pelos palestinos como capital de seu futuro Estado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.