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EUA terão plano de paz para o Oriente Médio em setembro

Questão, prioridade na política internacional americana, foi discutida por Obama e presidente egípcio

Agência Estado, Associated Press e Reuters,

18 de agosto de 2009 | 15h31

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que seu governo deve apresentar um novo plano de paz para o Oriente Médio em setembro, segundo o porta-voz do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que se reuniu com o líder americano nesta terça-feira, 18, na Casa Branca.  "Obama disse que espera poder apresentar o plano de paz no próximo mês, no momento da abertura da nova sessão da Assembleia Geral da ONU", disse o representante de Mubarak.

 

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Obama disse que vê sinais encorajadores de um abrandamento na postura de Israel, que resistia em congelar o estabelecimento de assentamentos na Cisjordânia ocupada. "Tem havido um movimento na direção certa", disse Obama, quando perguntado a respeito dos últimos acontecimentos. Ele saía de um encontro com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, na Casa Branca.

 

Mais cedo, um ministro do governo de Israel afirmou que nenhuma autorização foi concedida para novos projetos habitacionais desde que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tomou posse, há cinco meses. Ele rejeitou o pedido de Obama por um congelamento total, criando o maior atrito em uma década na relação entre os dois países. "Desde a posse do governo, cinco meses atrás, nenhuma autorização foi concedida na Judeia e Samaria," disse o ministro da Habitação, Ariel Atias, referindo-se a licitações governamentais para novas construções em assentamentos da Cisjordânia. "O fato é que estamos em compasso de espera... Em uma tentativa, acredito, de chegar a um entendimento com o governo dos EUA e a um acordo de paz abrangente", disse Atias à Rádio Israel.

 

A atual visita de Mubarak aos EUA foi a primeira desde 2004. As relações entre os países esfriaram durante a administração de George W. Bush, por causa dos insistentes pedidos de Washington para que Mubarak fizesse a reforma política no Egito, país mais populoso do mundo árabe. A visita de Mubarak ocorre em um momento no qual a administração de Obama pressiona nações árabes moderadas a tomar medidas que poderiam encorajar Israel a paralisar a expansão dos assentamentos na Cisjordânia. O egípcio, porém, disse que esses países só teriam um papel mais ativo na busca da paz no Oriente Médio se israelenses e palestinos iniciassem as negociações.

 

Obama exige que Israel suspenda toda a atividade de construção em assentamentos, conforme o estabelecido no acordo de paz de 2003 conhecido como "mapa do caminho", que também determina que o governo palestino tem de controlar os militantes. Netanyahu resiste a suspender totalmente a expansão dos assentamentos e deve se reunir em Londres com o enviado de Obama para o Oriente Médio, George Mitchell.

 

Reeleição

 

Mubarak, presidente egípcio com 81 anos que governa o país do Oriente Médio desde 1981, indicou após a conversa com Obama que pretende disputar mais um mandato presidencial em dois anos. Mubarak disse que as conversas que teve com o presidente americano abordaram as necessárias reformas no sistema político egípcio. "Eu entrei na disputa com uma plataforma que inclui reformas e nós começamos a implementar algumas delas. Ainda temos dois anos para adotá-las", disse.

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