EUA usaram combustível japonês no Iraque apesar de proibição

Lei japonesa autoriza sua utilização em operações antiterroristas apenas no Afeganistão

Efe,

21 de setembro de 2007 | 02h12

O Exército dos Estados Unidos utilizou combustível fornecido pelo Japão em suas ações militares no Iraque, apesar de a lei japonesa só autorizar sua utilização em operações antiterroristas no Afeganistão, afirma nesta sexta-feira, 21, o jornal Japan Times. O jornal cita documentos internos da Marinha dos Estados Unidos obtidos por uma organização japonesa. Segundo eles, o porta-aviões americano Kitty Hawk recebeu em fevereiro de 2003 cerca de 3 milhões de litros de combustível japonês no oceano Índico, para adentrar pouco depois no Golfo Pérsico. O relatório afirma que o navio-tanque Pecos recebeu 18.704 barris de combustível do japonês Tokiwa em 25 de fevereiro de 2003, para repassar ao Kitty Hawk no mesmo dia. Um mês mais tarde o porta-aviões americano fez parte do aparato militar dos Estados Unidos no início da Guerra do Iraque. O Japão vive hoje uma polêmica em torno da renovação da lei especial que permite que as suas Forças de Autodefesa prestem apoio logístico aos Estados Unidos e seus aliados no Afeganistão. Ela está em vigor até 1 de novembro. O Partido Democrático (PD), de oposição, que desde julho controla o Senado, tem mostrado sua rejeição à idéia de ampliar o prazo. A oposição japonesa alega que a intervenção americana no Afeganistão não conta com o apoio das Nações Unidas e vai contra a Constituição pacifista do Japão.

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