EUA vão acabar com atividades 'malignas' do Irã, diz Rice

Secretária de Estado afirma que seu país está trabalhando para impor novas medidas punitivas contra Teerã

Sue Pleming e Susan Cornwell, da Reuters,

24 de outubro de 2007 | 15h37

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, afirmou nesta quarta-feira, 24, que seu país vai acabar com as atividades "malignas" do Irã no Iraque e que está trabalhando para impor com urgência novas medidas punitivas contra o governo iraniano.   Diante da Comissão de Assuntos Estrangeiros da Câmara dos Deputados, Rice disse que Washington está analisando atentamente "novas nomeações" contra o Irã, acusado pelos EUA de fomentar a violência no Iraque e de estar tentando desenvolver armas atômicas.   Segundo ela, uma das melhores estratégias é impedir o Irã de usar o sistema financeiro internacional "para movimentar pelo mundo os lucros sujos da proliferação ou do terrorismo".   "Estamos trabalhando com bastante urgência para aprontar isso", disse ela sobre as novas sanções contra o Irã. Ela não deu mais detalhes.   Autoridades norte-americanas afirmam que o governo está bem perto de impor restrições à força de elite Qods, da Guarda Revolucionária Iraniana, acusada pelos EUA de armar e treinar militantes no Iraque.   Manifestantes receberam Rice com gritos de "criminosa de guerra", e uma mulher aproximou suas mãos, com uma substância cor de sangue, do rosto de Rice, mas foi afastada pela segurança.   Em seu depoimento, preparado com antecedência, Rice disse que o Irã está colocando em risco a segurança e a prosperidade dos países vizinhos.   "O Irã está apoiando determinados militantes xiitas no Iraque que matam civis inocentes, forças de segurança iraquianas e da coalizão", disse ela. "Estamos determinados a acabar com as atividades malignas do Irã no Iraque."   A república islâmica nega que tenha desestabilizado o Iraque e diz que foram as ações dos EUA que levaram o caos ao país vizinho.   Energia nuclear   Ainda nesta quarta, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que seu país não abandonará o ciclo do combustível nuclear, questão que considerou indiscutível, enquanto descartava novas sanções da ONU contra o Irã devido a suas atividades nucleares.   "Segundo o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, o Irã tem direito de possuir o ciclo de combustível nuclear (...), este assunto é indiscutível", disse Ahmadinejad, após uma reunião do Conselho de Ministros, segundo a agência de notícias "Irna".   Ao mesmo tempo, minimizou a importância das pressões de países como a França e os Estados Unidos para aumentar o rigor das sanções contra o Irã, já que "prejudicariam a si mesmos", assim como a possibilidade de uma ação militar americana contra este país.   Após reiterar que o programa iraniano "é pacífico", Ahmadinejad insistiu em que este deve ser tratado apenas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e não pelo Conselho de Segurança da ONU.   Também reafirmou que seu país está disposto ao diálogo, mas "não renunciará a seus direitos", em alusão ao enriquecimento de urânio, algo que exige o Conselho de Segurança da ONU.   As declarações de Ahmadinejad ocorrem após a reunião que o novo negociador iraniano em matéria de segurança, Sayed Jalili, e seu antecessor, Ali Larijani, mantiveram nesta terça-feira em Roma com o alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Européia, Javier Solana, e que ambas as partes qualificaram de construtiva.   Com informações da Efe

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