EUA vendem sistema de defesa para Emirados Árabes por US$3,8 bi

Os Estados Unidos assinaram uma venda de 3,5 bilhões de dólares em um avançado sistema de interceptação de mísseis para os Emirados Árabes Unidos, parte de um acordo para acelerar militarmente seus amigos e aliados próximos ao Irã.

JIM WOLF, REUTERS

31 de dezembro de 2011 | 17h44

O acordo, assinado em 25 de dezembro e anunciado na noite de sexta-feira pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, "é um importante passo na melhora da segurança da região por meio de uma arquitetura regional de defesa contra mísseis", afirmou o secretário de imprensa do Pentágono, George Little, em comunicado.

O Congresso norte-americano foi notificado na proposta de venda em setembro de 2008 pela administração do ex-presidente George W. Bush. Na ocasião, o sistema construído pela Lockheed Martin Corp havia sido projetado para envolver mais mísseis, ter mais unidades com "controle de fogo", mais conjuntos de radar, tudo a um custo cerca de duas vezes superior aos Emirados Árabes Unidos.

O acordo representa a primeira venda externa dos chamados "Theater High Altitude Area Defense (THAAD)", ou defesa de áreas de alta altitude, o único sistema produzido para destruir mísseis balísticos de curto e médio alcance, tanto dentro como fora da atmosfera terrestre.

Os Estados Unidos, segundo o acordo entre os governos, irá entregar dois dispositivos THAAD, 96 mísseis, dois radares da Raytheon com mais de 30 anos de peças de reposição, além de suporte e treinamento com apoio logístico para os Emirados Árabes Unidos, disse Little.

"A aquisição deste sistema de defesa criterioso reforçará os ares dos Emirados Árabes Unidos e a sua capacidade de se defender de mísseis, reforçando a robusta cooperação de mísseis balísticos entre os Estados Unidos e os Emirados", afirmou.

A Lockheed Martin não estava imediatamente disponível para responder as solicitações sobre as datas das entregas dos THAAD, que fazem parte de uma defesa que está sendo construída pela administração de Barack Obama na Europa e Oriente Médio contra o aumento das capacidades de mísseis do Irã.

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