Evidências que ligam Israel à morte de Hariri são incompletas, diz ONU

Hezbollah entregou dossiê à entidade no início do mês dizendo ter provas do envolvimento israelense

estadão.com.br

25 de agosto de 2010 | 12h28

NOVA YORK - O promotor da Organização das Nações Unidas (ONU) que investiga a morte do ex-primeiro-ministro do Líbano, Rafik al-Hariri, disse nesta quarta-feira, 25, que o grupo radical libanês Hezbollah precisa de mais provas se quiser acusar Israel pelo assassinato do premiê. As informações são do jornal israelense Ha'aretz.

 

Duas semanas atrás, o grupo divulgou imagens que denunciariam a espionagem israelense feita sobre Hariri em 2005, quando o premiê e outras 22 pessoas morreram em um ataque a bomba. O Hezbollah passou o material para as autoridades libanesas, que por sua vez o repassou à ONU.

 

O dossiê continha seis DVDs, mas o gabinete de Daniel Bellemare, o investigador responsável pelo caso, disse que o material era restrito ao que Sayyed Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, havia mostrado, e que isso não era o suficiente para levar as investigações para outro rumo.

 

"A análise preliminar dos DVDs determinaram que seu material é incompleto, já que tudo o que nos foi fornecido também foi mostrado na conferência e não contém o 'resto das evidências' ao qual o senhor Nasrallah se referia", disseram funcionários da ONU.

 

O Hezbollah não comentou a resposta da ONU. O grupo rejeita as investigações da ONU, que apontam para o envolvimento do Hezbollah no assassinato de Hariri. Nasrallah, porém, nega participação no caso.

 

O Hezbollah pode ser indiciado pela ONU, e há rumores de que a decisão da ONU poderia ser tomada em setembro ou outubro. O gabinete de Bellemare, porém, diz que a decisão sobre o caso só sairá "quando o promotor estiver satisfeito com as evidências".

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