Ex-diplomata iraniano vai pedir asilo na Finlândia

Um funcionário sênior da embaixada do Irã em Helsinque afirmou nesta segunda-feira que pedirá asilo político à Finlândia. É o segundo diplomata iraniano baseado na Europa a pedir demissão e passar para a oposição este ano.

REUTERS

13 de setembro de 2010 | 11h00

Hossein Alizadeh deixou de ser o chefe-adjunto da missão na semana passada, seguindo o funcionário consular Mohammed Reza Heydari, que obteve asilo na Noruega. O caso provocou um conflito entre Teerã e Oslo em janeiro.

"Eu não voltarei ao Irã, porque posso imaginar que mesmo eu enfrentaria a punição capital", disse Alizadeh em uma entrevista coletiva na segunda-feira. "Através de vários canais recebi muitas palavras de conforto de que o governo finlandês dará todas as facilidades e proporcionará toda a segurança para mim."

Uma autoridade do Ministério do Interior da Finlândia, Sirkku Paivarinne, afirmou que não poderia comentar sobre casos particulares, mas acrescentou que as pessoas que pedem asilo atualmente têm de esperar cerca de um ano para ter a solicitação processada.

A renúncia de Alizadeh foi anunciada na sexta-feira pela organização Onda Verde, fundada pelo exilado iraniano Amir Hossein Jahanchahi, que mora em Paris.

Alizadeh acusou o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nesta segunda-feira, de roubar a eleição de junho de 2009 do líder oposicionista Mirhossein Mousavi e de perseguir membros da oposição.

"Ahmadinejad não é mais o líder iraniano e ele não representa mais o Irã. Ele não tem popularidade entre os iranianos," afirmou Alizadeh.

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