Ex-premiê Jibril amplia vantagem na apuração da Líbia

O ex-primeiro-ministro Mahmoud Jibril ampliou sua liderança na apuração da histórica eleição da Líbia, segundo resultados preliminares divulgados nesta quarta-feira, enquanto seus rivais islâmicos tentam se fortalecer selando acordos com candidatos independentes.

MARIE-LOUISE GUMUCHIAN, Reuters

11 de julho de 2012 | 09h16

A Aliança das Forças Nacionais, de Jibril, se encaminha para uma vitória esmagadora no distrito que abrange as cidades de Tobruk e Derna (leste), considerado um reduto islâmico, o que sugere que o apoio a ele não se restringe às principais áreas urbanas.

Ele também lidera em Sabha, principal cidade no deserto do sul. O partido Justiça e Construção, braço político da Irmandade Muçulmana da Líbia, está à frente na cidade de Shati (centro), um dos poucos lugares onde a aliança de Jibril não concorreu.

A primeira eleição nacional livre da Líbia em seis décadas foi saudada como um sucesso por observadores internacionais, apesar de incidentes que mataram pelo menos duas pessoas no dia da votação.

Analistas dizem que Jibril se beneficiou da sua proeminência como uma das principais figuras na rebelião do ano passado que encerrou os 42 anos da ditadura de Muammar Gaddafi.

Já os candidatos do Justiça e Construção eram pouco conhecidos ou foram afetados pelas percepções locais de que esse partido tem ligações com a Irmandade Muçulmana do vizinho Egito, o que contrariaria o forte senso local de soberania nacional.

Mas os ganhos de Jibril não irão automaticamente se traduzir em um domínio na assembleia nacional provisória que irá escolher um primeiro-ministro e um gabinete antes da realização de eleições parlamentares plenas, em 2013.

Os candidatos das listas partidárias disputam apenas 80 vagas, o que significa que a maioria será composta por deputados independentes, cujas lealdades são difíceis de definir, e que podem fazer acordos com os partidos islâmicos.

A comissão eleitoral nacional inicialmente prometeu resultados preliminares para quarta-feira, mas mesmo as votações parciais para a maioria dos distritos de Trípoli e de Benghazi, segunda maior cidade, não foram divulgados.

(Reportagem adicional de Hadeel Al-Shalchi e Ali Shuaib, em Trípoli)

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