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Ex-presidente do Irã apoia reaproximação com os EUA

Considerado um clérigo influente, Rafsanjani pede que Obama não copie políticas de Bush de confrontamentos

Agência Estado, Dow Jones e Efe,

30 de janeiro de 2009 | 13h20

O ex-presidente do Irã, Akbar Hashemi Rafsanjani, considerado um dos clérigos mais influentes do país, respaldou a reaproximação com os EUA, mas advertiu que Washington deve "respeitar os direitos da nação iraniana". Rafsanjani ainda pediu que o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não copie as políticas de seu predecessor, George W. Bush, no relacionamento com Teerã. O anúncio do porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, segundo o qual Obama mantém "todas as opções" no que diz respeito ao relacionamento com Teerã e seu controverso programa nuclear lembrou Bush, disse Rafsanjani em seu sermão desta sexta-feira, 30.   Veja também: Mudança de tom dos EUA divide lideranças no Irã Os altos e baixos da relação entre Irã e Estados Unidos   "Esperamos que os EUA deem passos claros e sábios e que os direitos da nação iraniana não sejam violados", afirmou o clérigo, em alusão ao polêmico programa nuclear desenvolvido por Teerã. "Isso contribuirá para ajudar os povos desta região e, com a companhia e a colaboração do Irã, resolveremos os problemas regionais. Senão, a história nos julgará como julgou Bush".   O ex-presidente, que faz parte do círculo íntimo do líder da Revolução Iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, cujo poder de decisão é supremo, aproveitou para criticar as declarações da Casa Branca de que toda as opções estão abertas, desde a diplomacia ao conflito armado."Repetir as palavras de (George W.) Bush não resolve o problema (nuclear), disse ele em discurso transmitido pela rádio estatal. "Dizer que todas as opções estão sobre a mesa, até mesmo a militar, e que se o Irã quiser pôr fim ao seu isolamento precisa suspender seu programa nuclear não vai funcionar", disse o clérigo.   Na quinta-feira, Gibbs disse que Obama prefere a diplomacia no trato com a república islâmica, mas que mantinha "todas as opções". Perguntado se a opção militar continuava sobre a mesa, Gibbs disse: "O presidente não mudou o ponto de vista de que mantém todas as opções". Para obstruir as ambições nucleares de Teerã, seu suposto apoio ao terrorismo e as ameaças contra Israel, Obama acredita que "nós devemos usar todos os elementos de nosso poder nacional para proteger nossos interesses no que diz respeito ao Irã".   Os países com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU - Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos - além da Alemanha, ofereceram a Teerã incentivos econômicos e energéticos em troca da paralisação ao programa de enriquecimento de urânio, visto no ocidente como algo que encobre o objetivo de adquirir habilidade para a construção de armas nucleares. Mas Teerã faz pressão, insistindo que o programa é pacífico e tem o objetivo de gerar energia elétrica para uma população em crescimento.

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