Ex-presidente israelense Katsav é condenado a 7 anos por estupro

O ex-presidente israelense Moshe Katsav foi condenado a sete anos de prisão por estupro nesta terça-feira em um caso que, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, demonstra "que ninguém está acima da lei".

RAMI AMICHAI, REUTERS

22 de março de 2011 | 10h43

Katsav, de 65 anos, negou as acusações de que ele teria estuprado duas vezes uma assistente quando era ministro de gabinete no final dos anos 1990, e molestado ou assediado sexualmente duas outras mulheres que trabalhavam para ele durante seu mandato como presidente entre 2000 e 2007.

Mas uma comissão de três juízes no Tribunal Distrital de Tel Aviv disse, ao condená-lo em dezembro, que seu depoimento estava "cheio de mentiras".

"O acusado cometeu atos como qualquer homem e como qualquer homem, ele deve suportar a punição", disseram os juízes ao divulgar a sentença, acrescentando que, diante dos graves crimes, sua ficha limpa e seu status eram insuficientes para que fosse tratado com indulgência.

Segundo um jornal israelense, o veredicto foi um "terremoto" e a decisão foi elogiada por grupos de mulheres que já reclamam sobre as atitudes complacentes no local de trabalho.

O tribunal disse que Katsav deve comparecer para o início do cumprimento de sua pena em 8 de maio. Seus advogados disseram que iriam recorrer da decisão.

Tudo o que sabemos sobre:
ISRAELKATSAVPRESO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.