Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

EXCLUSIVO-Irã esclarece presença de urânio para bomba à AIEA

Um relatório a ser apresentado em brevepela AIEA dirá que o Irã esclareceu as dúvidas sobre os traçosde urânio altamente enriquecido existentes em locais depesquisas nucleares do país, segundo diplomatas. De acordo com eles, porém, restará uma questão importante aser resolvida antes da entrega do relatório, entre 20 e 22 defevereiro -- a suposta vinculação entre o processamento deurânio, testes com explosivos de alta potência e o projeto demísseis. As grandes potências agradecem o esclarecimento das dúvidassobre o passado do programa nuclear iraniano, mas se preocupammais com o presente -- o teste de centrífugas avançadas quepermitirá a Teerã enriquecer grandes quantidades de urânio,gerando material para possíveis armas nucleares. Os principaispaíses ocidentais tentam impor um terceiro pacote de sanções àONU por causa disso. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica(AIEA, um órgão da ONU) diz estar obtendo "bons progressos" noesclarecimento das dúvidas. O relatório deve ser analisado peloConselho de Segurança da ONU antes da imposição de novassanções. Diplomatas ligados à AIEA disseram que o Irã conseguiuexplicar como e por que as partículas de urânio altamenteenriquecido (UAE) apareceram nas inspeções feitas numauniversidade técnica e num instituto de pesquisas de física deTeerã. Eles não entraram em detalhes, mas analistas especulam queo material deve ser oriundo de fora do país, e não detentativas iranianas de desenvolver bombas atômicas. Em outro caso semelhante, a AIEA aceitou a explicaçãoiraniana de que o urânio altamente enriquecido era origináriodo Paquistão. Apesar do esclarecimento, diplomatas dizem que o Irã nãocumpriu sua promessa de cooperar com a AIEA para tentarencerrar ainda em fevereiro o inquérito sobre o programanuclear. Informações dos EUA passadas em 2005 a inspetores diziamque o Irã processou urânio, testou explosivos e pesquisouprojetos para ogivas, sob supervisão militar. Teerã acusouWashington de fazer propaganda. Em dezembro, um documentooficial do governo norte-americano admitiu que a RepúblicaIslâmica não estava mais tentando desde 2003 desenvolver armasnucleares, mas vinha ampliando seu programa de enriquecimento epoderia gradualmente adquirir a capacidade para produzir bombasatômicas. Uma importante fonte da AIEA disse na terça-feira que osinspetores ainda precisam de mais tempo para informar o Irãsobre suas conclusões e obter uma resposta. Teerã diz que pretende enriquecer urânio apenas até o nível-- mais baixo -- necessário para abastecer usinas nucleares. Opaís afirma que pretende gerar mais eletricidade para exportarseus excedentes de gás e petróleo. No mês passado, sinalizando sua transparência na questão, oIrã permitiu pela primeira vez que diretores da AIEA visitassemuma oficina para centrífugas avançadas. Apesar disso, ElBaradei disse que há limites ao acesso dos inspetores, o que"reduz o conhecimento" sobre o programa iraniano.

MARK HEINRICH, REUTERS

12 de fevereiro de 2008 | 17h14

Tudo o que sabemos sobre:
IRAAIEAEXCLUSIVO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.