EXCLUSIVO-Rússia intensifica ajuda militar a Assad na Síria

Nas últimas semanas a Rússia intensificou as entregas de equipamentos militares à Síria, incluindo veículos blindados, drones, e bombas teleguiadas, dando impulso ao presidente Bashar al-Assad no momento em que a luta interna entre rebeldes tem enfraquecido a insurgência contra seu governo, disseram fontes com conhecimento sobre as entregas.

JONATHAN SAUL, Reuters

17 de janeiro de 2014 | 14h33

Moscou, que tenta aumentar sua influência diplomática e econômica no Oriente Médio, tem sido um dos principais fornecedores de armas convencionais à Síria, dando a Assad um apoio crucial durante a guerra civil de quase três anos e bloqueando tentativas do Ocidente de puni-lo com sanções pelo uso da força contra civis.

O novo fornecimento russo ocorre em um estágio fluido crítico do conflito, com as negociações de paz marcadas para a próxima semana na Suíça, as facções de oposição perdendo terreno, e o apoio ocidental à insurgência se tornando cada vez mais cauteloso com o papel exercido por militantes estrangeiros. A Síria chegou a dizer que alguns países que formalmente se opunham a Assad começaram a discutir uma cooperação de segurança com o governo sírio.

Diversas fontes disseram à Reuters que as forças de Assad têm desde dezembro recebido entregas de armamentos e outros suprimentos militares, incluindo drones espiões conhecidos como UAV, que tem sido providos diretamente pela Rússia ou via intermediários.

"Dezenas de Antonov 124s (aviões de transporte russos) têm trazido veículos blindados, equipamentos de vigilância, radares, sistemas eletrônicos de guerra, peças sobressalentes para helicópteros, e várias armas incluindo bombas teleguiadas para aviões", disse uma fonte de segurança do Oriente Médio.

"Assessores russos e especialistas de inteligência tem operado UAVs de observação ininterruptamente para ajudar as forças sírias a localizar posições rebeldes, analisar as capacidades, e conduzir ataques precisos de artilharia e aéreos contra eles", disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

Vyacheslav Davidenko, porta-voz para o monopólio exportador de armas Rosoboronexport, disse que não poderia comentar sobre a entrega de armas à Síria.

A Rússia tem afirmado que não está violando leis internacionais ao fornecer suprimentos militares à Síria e que não vende armas de ataque a Damasco.

Autoridades sírias não puderam ser contatados para comentar.

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