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Exército de Israel começa a aplicar cessar-fogo unilateral em Gaza

Cerca de 30 projéteis disparados de Gaza caíram no sul israelense nas horas anteriores

Agências Internacionais,

18 de janeiro de 2009 | 00h11

O Exército de Israel começou a aplicar na madrugada deste domingo, na Faixa de Gaza, o cessar-fogo unilateral anunciado pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, após 22 dias de uma dura ofensiva militar na região palestina. O cessar-fogo israelense entrou em vigor às 2 horas, horário local, de domingo (22 horas de sábado de Brasília), mas tinha sido rejeitado de antemão pelas milícias armadas de Gaza, lideradas pelo Hamas, que antes desse prazo intensificaram o lançamento de foguetes contra Israel. Cerca de 30 projéteis disparados de Gaza caíram no sul israelense nas horas anteriores à cessação das hostilidades israelenses, embora sem causar danos pessoais, segundo fontes militares. Pelo menos dois foguetes Grad - com alcance de até 40 quilômetros e os de maior percurso com que o Hamas conta -, foram lançados quase de maneira simultânea perto da meia-noite, quando o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, anunciou a trégua. Em declarações dadas imediatamente após a reunião que , Olmert disse que o Hamas "subestima a determinação de Isarel", e que o grupo "ainda não percebeu o quanto foi ferido". O chefe de governo disse ainda que a guerra de Israel "não é contra o povo de Gaza". Ele também acusou o governo iraniano de "buscar hegemonia na região", usando como instrumentos o Hamas e o grupo libanês Hezbollah. Apesar do cessar-fogo, as forças terrestres israelenses que penetraram em Gaza há duas semanas continuam na região e só se retirarão quando Israel comprovar que as milícias detiveram o lançamento de foguetes, antecipou Olmert. O primeiro-ministro israelense também advertiu que o Exército de Israel se reserva o direito de responder em caso de as tropas de seu país serem alvo do fogo dos milicianos. O anúncio da declaração da cessação das hostilidades por parte de Israel aconteceu minutos após o Hamas rejeitar previamente de Gaza uma trégua nessas condições. "Nunca aceitaremos a presença de nenhum soldado (israelense) em Gaza, qualquer que seja o preço", disse Fawzi Barhoum, porta-voz do movimento islamita, em discurso perante as câmaras da televisão Al Aqsa, controlada pelo Hamas. Barhoum leu um manifesto no qual assegurou que a proposta do inimigo para um cessar-fogo unilateral significa que o conflito de Gaza foi unilateral e realizado contra seu povo. O porta-voz do movimento islamita exigiu que Israel cesse suas agressões, retire-se de Gaza, ponha fim a seu bloqueio (da região) e abra todas as passagens do território. A liderança exilada do Hamas vinha rejeitando a ideia de trégua unilateral desde que o governo israelense divulgou para a imprensa a possibilidade.A trégua coloca o movimento islamita em uma situação difícil, enfrentando o dilema de continuar as hostilidades e arriscar-se a que Israel retome sua ofensiva, ou frear seus ataques, e dar a impressão de que Israel está determinando a agenda estratégica. Em ambos os casos sua posição nas negociações propostas pelo Egito ficaria debilitada. Essas gestões prosseguem com o apoio dos líderes europeus para tentar um acordo para uma trégua estável. Em linha com o que foi antecipado por Barhoum, e uma vez que Olmert fez o anúncio de cessar-fogo, o braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezzedin al-Qassam, assegurou já de madrugada, em comunicado, que continuará a luta armada junto a outras facções palestinas. O braço armado do Hamas advertiu que não deterá seus ataques "enquanto houver um soldado israelense na região e o bloqueio a Gaza continuar" Mas o representante do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, fez uma leitura propícia do anúncio israelense, o que indicaria que o movimento islamita procura uma fórmula política para sair da situação difícil em que se encontra. Em declarações a redes de televisão árabes, Hamedan felicitou "seu povo por sua vitória", e assegurou que "o inimigo sionista matou civis e causou destruição, mas fracassou em romper a fortaleza da resistência".

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