Exército de Israel mata sete militantes palestinos

O Exército israelense matou nestaquarta-feira pelo menos seis militantes palestinos na Faixa deGaza e um na Cisjordânia ocupada, incluindo membros do Hamasque, segundo moradores de Gaza, haviam voltado recentemente detreinamento na Síria ou no Irã. Cinco dos militantes eram integrantes graduados domovimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e forammortos quando o veículo utilitário em que estavam viajando foialvo de um ataque aéreo perto da cidade de Khan Younis, no suldo território, informaram autoridades médicas. Moradores que conheciam os homens disseram que alguns deleshaviam passado por treinamento na Síria e no Irã, tendoretornado após o Hamas derrubar as barreiras na fronteira entrea Faixa de Gaza e o Egito, desafiando um bloqueio israelensecontra o território, habitado por 1,5 milhão de pessoas. Abu Ubaida, porta-voz da ala militar do Hamas, as brigadasIzz el-Deen al-Qassam, negou que eles tivessem viajado parafora da Faixa de Gaza. Um militante do Hamas foi morto em outro ataque aéreo, nocampo de refugiados de Bureij, no leste do território, disserammédicos. O Egito fechou a fronteira, na cidade de Rafah, cerca deduas semanas depois da ruptura dos controles, mas permitiu queos palestinos que haviam cruzado a fronteira retornassem para aFaixa de Gaza. Em Nablus, na Cisjordânia, forças israelenses atuando emtrajes civis mataram um militante e prenderam outros quatro,disse uma autoridade palestina. O Exército israelense não deudetalhes sobre a operação, que definiu como "rotineira". O chefe da inteligência militar israelense disse nestaterça-feira que dezenas de militantes de Gaza que haviam ido"principalmente para a Síria, mas também para o Irã paratreinamento em várias áreas de especialização do terror" seaproveitaram da abertura da fronteira em Rafah para voltar paracasa. Israel frequentemente realiza ataques aéreos e incursõesterrestres na Faixa de Gaza, declarando que seu objetivo éimpedir os ataques de foguetes desfechados por militantescontra seu território. Mas um dirigente do Hamas, Sami Abu Zuhri, classificou oataque à An de "assassinato" de líderes do braço armado dogrupo e disse que eles não estavam em missão operacional. (Reportagem adicional de Atef Sa'ad e Labib Nasir em Nabluse Ari Rabinovitch e Avida Landau em Jerusalém)

NIDAL AL-MUGHRABI, REUTERS

27 de fevereiro de 2008 | 11h34

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