Mohamed Abd El Ghany / REUTERS
Mohamed Abd El Ghany / REUTERS

Exército do Egito diz que 16 terroristas do EI foram mortos nos últimos dias

Ofensiva militar na região do Sinai ocorre apos 'ultimato' do presidente Abdel al-Sisi para expulsar grupo da região, em ano eleitoral

O Estado de S.Paulo

11 Março 2018 | 10h30

O governo do Egito diz que ao menos 16 combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) foram mortos nos últimos quatro dias, em operações das forças armadas do país na península do Sinai. Um comandante e um soldado do Exército morreram nos mesmos combates, segundo o governo. 

A campanha ofensiva na região teve início em fevereiro após o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, dar um prazo de três meses para que o EI fosse derrotado no Sinai. O país terá eleições presidenciais neste ano e Sisi, ex-chefe do Exército, pretende concorrer à reeleição.

O presidente deu um ultimato em novembro de 2017, quando um ataque contra uma mesquita deixou mais de 300 mortos. Os autores da chacina eram suspeitos de apoiar o EI, e a mesquita, no norte do país, tinha orientação sufista. O EI é um grupo radical que se declara sunita. 

As forças de segurança egípcias, no entanto, combatem militantes do grupo no norte do Sinai desde a deposição do islamista Mohamed Morsi da presidência do Egito, em julho de 2013. O Exército egípcio diz ter evidências de que comatentes do EI tentam migrar para a região após derrotas no Iraque e na Síria.

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Desde o começo da operação, em 9 de fevereiro, 121 suspeitos de terrorismo e 16 militares teriam morrido nos comates, segundo dados publicados pelo Exército do país. A Anistia Internacional tem denunciado que o governo utilizou nos ataques bombas de fragmentação, ou clusters, proibidas por tratados internacionais. 

Esse tipo de artilharia explode no ar e se fragmenta em inúmeras bombas menores. O uso é condenado pois, muitas vezes, os explosivos não detonam durante o lançamento e podem fazer vítimas após o fim dos conflitos. O acesso à província no norte do Sinai, no entanto, tem sido negado meios de comunicação, dificultando a verificação dos comunicados oficiais. / EFE e AFP

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