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Exército do Egito manda reforço a 'instalações vitais' antes de protesto

Irmandade fez uma convocação nacional para uma 'marcha da ira de milhões'; mais de 600 seguidores foram mortos no cerco a acampamentos

O Estado de S. Paulo,

16 de agosto de 2013 | 08h18

O Exército do Egito está reforçando a proteção de "instalações vitais", informou a mídia estatal, antes dos protestos convocados para esta sexta-feira por apoiadores do presidente deposto Mohamed Mursi.

O Exército do Egito está reforçando a proteção de "instalações vitais", informou a mídia estatal, antes dos protestos convocados para esta sexta-feira por apoiadores do presidente deposto Mohamed Mursi.

 

A Irmandade Muçulmana do Egito fez uma convocação nacional para uma "marcha da ira de milhões" depois das orações de sexta-feira para protestar contra a recente repressão violenta das forças de segurança a manifestantes que deixou centenas de pessoas mortas.

 

"Apesar da dor e da tristeza pela perda de nossos mártires, o último crime dos golpistas aumentou a nossa determinação de acabar com eles", disse o grupo islâmico em comunicado.

 

Em um comunicado publicado no site da Irmandade Muçulmana, a organização pede para seus simpatizantes se concentrem em várias mesquitas, embora tenha ressaltado que estas manifestações devem ser realizadas sem violência.

 

Prevendo possíveis distúrbios, o Exército reforçou sua presença no centro do Cairo, principalmente nas imediações da Praça Tahrir e nas pontes sobre o Rio Nilo. Horas antes do início das manifestações, militares já circulavam pelas ruas do centro da capital.

 

Mais de 600 seguidores foram mortos no cerco a acampamentos da Irmandade Muçulmana, que fazia vigília para protestar contra a derrubada de Mursi.

 

O grupo islâmico acusa o Exército de realizar um golpe ao derrubar Mursi, democraticamente eleito, no mês passado. Ativistas liberais e jovens que apoiaram os militares que tomaram o poder viram a medida como uma resposta positiva às demandas públicas./Reuters e EFE

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