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Exército do Líbano detém 450 militantes na fronteira da Síria, dizem fontes

O Líbano deteve cerca de 450 suspeitos de serem militantes islâmicos perto da fronteira com a Síria ao longo das últimas duas semanas, disseram fontes de segurança libanesas nesta quinta-feira, enquanto o Exército intensifica esforços para impedir que combatentes usem a cidade de Arsal como base.

REUTERS

25 de setembro de 2014 | 08h43

Arsal foi palco no mês passado da maior passagem para o lado libanês do conflito na guerra civil de três anos na Síria. Durante confrontos que deixaram dezenas de mortos, militantes capturaram um grupo de soldados libaneses e, desde então, mataram pelo menos três deles. Acredita-se que mantenham cativos mais de uma dezena de militares libaneses.

Este mês o Exército prendeu centenas de pessoas na área, principalmente sírios a quem as autoridades acusam de ser membros de grupos como a Frente Nusra, ramificalção da Al Qaeda na Síria, que está lutando contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad.

O Exército afirmou nesta quinta-feira que localizou um acampamento perto da fronteira e deteve quatro pessoas suspeitas de estarem ligadas à Frente Nusra. A agência de notícias estatal NNA disse que eles haviam incendiado o acampamento antes de fugir.

Insurgentes anti-Assad frequentemente atravessam a fronteira, usando Arsal para descansar ou procurar tratamento médico, e a cidade também abriga dezenas de milhares de refugiados da violência na Síria.

Militantes muçulmanos sunitas e outros grupos na Síria acusam o Exército libanês de trabalhar em coordenação com o Hezbollah, o movimento xiita libanês que enviou combatentes ao território sírio para ajudar as forças de Assad.

(Reportagem de Sylvia Westall)

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