Exército dos EUA começa a libertar iraquianos para o Ramadã

Militares devem soltar entre 50 e 80 iraquianos por dia de prisões em todo o país para celebrar o mês sagrado

Efe e Reuters,

13 de setembro de 2007 | 09h30

O Exército dos EUA começou nesta quinta-feira, 13, a libertar prisioneiros iraquianos para marcar o mês do jejum muçulmano do Ramadã, informaram autoridades do Iraque e norte-americanas. Os Exército chegou a um acordo com o vice-presidente Tareq al-Hashemi no mês passado para conduzir "libertações especiais do Ramadã". Segundo os militares, há 23 mil detentos iraquianos. Um porta-voz militar confirmou o número e disse que mais pessoas poderiam ser soltas. Entre 50 a 80 iraquianos serão libertados por dia de prisões dos Estados Unidos no Iraque durante o mês sagrado, informou o Exército em comunicado. Omar al-Jubouri, um assessor de direitos humanos do vice Hashemi, disse à Reuters que 43 iraquianos foram libertados do campo de detenção de Cropper, perto do aeroporto internacional de Bagdá. O Ramadã deve começar na quinta-feira. O mês lunar tem início com a aparição da lua nova. Durante o nono do calendário muçulmano, os fiéis devem abster-se de comer, beber, fumar ou manter relações sexuais do amanhecer até o anoitecer. Mês sagrado dividido Os sunitas iraquianos começaram nesta quinta o mês de jejum do Ramadã, enquanto os xiitas acompanham a data estabelecida pelo Irã e só passam a jejuar a partir de amanhã. As quatro principais autoridades religiosas xiitas do Iraque anunciaram na noite de quarta-feira que não tinham observado o quarto crescente da lua e, portanto, não começarão o jejum até sexta-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueRamadãEUApresos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.