Exército dos EUA diz que homem detido não é líder da Al Qaeda

O líder da Al Qaeda no Iraque ainda estásendo procurado, disse o Exército dos Estados Unidos nasexta-feira, depois que autoridades iraquianas declararam queAbu Ayyub al-Masri tinha sido capturado. Esta é só a maisrecente de várias alegações falsas sobre o militante. A detenção de Masri teria sido outro retrocesso para a AlQaeda, forçada a se reagrupar no norte do Iraque após uma sériede investidas do Exército norte-americano dentro de Bagdá e noentorno da cidade. Fontes da área de segurança no Iraque já começam a duvidardo anúncio de que o egípcio Masri, por cuja captura os EUAoferecem uma recompensa de 5 milhões de dólares, foi capturadono norte da cidade de Mosul na quarta-feira. Uma importante autoridade iraquiana em Mosul disse que ohomem capturado no ataque é nascido no país. "Ele não foi detido", disse uma importante autoridademilitar norte-americana à Reuters, sem dar mais detalhes. Não é a primeira vez que há confusão quanto ao destino deMasri. Há um ano, o Ministério do Interior iraquiano disse queele tinha sido morto, mas, logo depois, a Al Qaeda lançou umfita de audio atribuída ao líder. A Al Qaeda no Iraque era liderada pelo jordaniano Abu Musabal-Zarqawi, até que ele foi morto em um ataque aéreonorte-americano, em junho de 2006. Masri era um colega bastantepróximo dele. O porta-voz do Ministério do Interior, major generalAbdul-Karim Khalaf, afirmou que um companheiro de Masri levouas forças de segurança iraquianas na quarta-feira ao supostoesconderijo do líder. Depois de detido, o homem disse ser o líder da Al Qaeda,também conhecido como Abu Hamza al-Muhajir, disse Khalaf. Mas outra fonte ligada à segurança do Iraque afirmou que ohomem detido na operação era apenas um homônimo. Em árabe, AbuHamza significa "pai de Hamza". "Abu" é um nome comum dado aoshomens que têm filhos. Duraid Kashmula, governador da província de Nineveh, daqual Mosul é a capital, disse à Reuters que tinha certeza deque o homem preso era Masri. As autoridades norte-americanas culpam a Al Qaeda pelamaioria dos grandes bombardeios no país, incluindo um ataque aum santuário xiita em Samarra, em fevereiro de 2006, quedespertou uma série de assassinatos sectários que deixaram oIraque à beira de uma guerra civil.

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