Exército israelense está na defensiva após uma onda de escândalo

A polícia israelense eximiu o alto escalão militar de qualquer infração em uma disputa interna feroz envolvendo promoções, mas o caso prejudicou gravemente a imagem do exército, e uma onda de outros escândalos vem se somando a seus problemas crescentes.

JOSE, REUTERS

20 de agosto de 2010 | 13h14

As forças armadas exercem um papel fundamental na vida israelense e a sugestão de que tenham se tornado disfuncionais vem provocando ultraje.

A saga das promoções, que vem dominando as atenções da mídia israelense este mês, se concentra em alegações de que um general de alto nível teria contratado um publicitário para denegrir a imagem de seus rivais, em sua batalha para substituir o chefe do Estado-Maior israelense, prestes a deixar o cargo.

A polícia anunciou na quinta-feira que as acusações não têm fundamento e que o documento ao cerne do caso é falsificado.

Mesmo assim, o escândalo trouxe à tona a existência de divisões profundas nas forças armadas. A notícia divulgada na sexta-feira de que a polícia suspeita que um reservista do Exército possa estar por trás da falsificação explosivas intensificou os receios de uma quebra total de disciplina.

Refletindo a preocupação pública após uma semana desastrosa para o Exército, o jornal Jerusalém Post escreveu na sexta-feira: "Uma nação preocupada assiste a seu alto escalão de segurança afundar em um atoleiro sórdido de mentiras, traições e suspeitas debilitantes."

Primeiro, a descoberta de fotos no Facebook de uma jovem soldado israelense posando ao lado de detentos palestinos algemados e vendados, em um álbum intitulado "Exército - o melhor período de minha vida", foi recebida com condenação ampla.

Então foi divulgado que estavam sendo investigadas alegações de que um soldado teria roubado computadores e outros bens de ativistas pró-palestinos a bordo de uma frota de embarcações que levavam ajuda à Faixa de Gaza, este ano.

Comandos do Exército abordaram a frota em 31 de maio em águas internacionais, matando nove ativistas em uma operação mal planejada que atraiu críticas internacionais amplas.

Os jornais israelenses vêm atribuindo boa parte da culpa pelos escândalos deste verão ao ministro da Defesa, Ehud Barak, e seu chefe de Estado-Maior, Gabi Ashkenazi.

Ashkenazi foi nomeado para o cargo em 2007 para reabilitar as Forças de Defesa de Israel e restaurar sua reputação, após sua performance fraca contra militantes do Hezbollah na guerra de 2006 no Líbano.

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