Exército israelense fecha estradas próximas ao Egito

Justificativa é o risco da entrada de milicianos palestinos da Faixa de Gaza que foram para o país árabe vizinho

Efe,

26 de janeiro de 2008 | 18h06

O Exército israelense anunciou neste sábado, 27, o fechamento das estradas e atrações turísticas próximas ao Egito por causa do risco da entrada de milicianos palestinos da Faixa de Gaza que tenham cruzado para o país árabe vizinho nos últimos dias. "A deslocação em massa de palestinos que, nos últimos dias, foram da Faixa de Gaza ao Sinai incluía palestinos vinculados ao terrorismo", segundo informações dos corpos de segurança, afirmou o Exército israelense neste sábado. O estamento militar israelense recomenda que turistas não visitem até vinte zonas, incluindo a famosa localidade litorânea de Eilat, onde há doze meses aconteceu o único atentado suicida do ano passado. Centenas de milhares de palestinos foram, desde quarta-feira, da Faixa de Gaza ao Egito, após derrubar a cerca fronteiriça. A maioria pretendia fazer compras, receber atendimento médico ou visitar parentes. Após uma tentativa fracassada nesta sexta-feira, 25, as forças de segurança egípcias tentam novamente neste sábado conter a "avalanche" de palestinos que tentam sair da Faixa de Gaza. Na quinta-feira, o Exército israelense notificou o aumento do nível de alerta ao longo da fronteira entre Egito e Israel. Desde então, permanece fechada a estrada que liga a Faixa de Gaza à Eilat em paralelo à fronteira egípcia, e as comunidades da zona ocidental do deserto do Neguev recebem informação sobre segurança. Fontes da segurança israelenses citadas nesta sexta pelo jornal Ha'aretz indicam que diversas milícias palestinas aproveitaram a situação para enviar vários ativistas à península egípcia do Sinai, a fim de atravessar para Israel e cometer atentados. O serviço de segurança interna de Israel, o Shin Bet, contabilizou onze ameaças ativas de ações terroristas - a maioria de ativistas que cruzaram para o Sinai - enquanto a Polícia eleva o número de ameaças para quinze. O ministro e Segurança Interna israelense, Avi Dichter, manifestou na quinta-feira seu temor de que grupos terroristas usem emigrantes africanos ou contrabandistas como "missão avançada" para testar o nível de controle na vigiada fronteira. O escritório de contraterrorismo israelense pediu a todos seus cidadãos que estão no Sinai egípcio que voltem imediatamente ao país, por existir um "risco elevado e concreto" de que sejam seqüestrados e depois levados a Gaza.

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