Bryan Denton/The New York Times
Bryan Denton/The New York Times

Exército Sírio Livre proíbe abusos e política partidária

O grupo de rebeldes proibiu, em novo estatuto, as práticas de tortura e execução contra prisioneiros

Reuters

20 de agosto de 2012 | 20h32

AMÃ - O Exército Sírio Livre, que reúne rebeldes que lutam contra o presidente Bashar Assad, proibiu nesta segunda-feira, 20, as práticas de tortura e execução contra prisioneiros, que haviam sido alvo de críticas da ONU. Em vídeo divulgado na internet, um comandante rebelde lê um suposto novo estatuto do grupo, proibindo também seus membros de participarem de qualquer facção política ou religiosa, e de fazerem política partidária após a eventual queda de Assad.

Veja também:

link EUA consideram intervenção militar caso a Síria use armas químicas

link Chefe humanitária da ONU diz que 2,5 milhões de sírios precisam de ajuda

link Novo enviado da ONU defende união sobre Síria

O coronel Qassem Saadeldin disse que o ESL deve "implementar princípios do direito internacional que proíbem fazer mal a civis (...) e torturar e matar combatentes capturados". Investigadores da ONU disseram em relatório na semana passada que os rebeldes sírios têm cometido crimes de guerra, inclusive execuções, embora em escala menor do que as forças do governo.

Os adversários de Assad dizem que seu objetivo é instituir uma democracia representativa. Muitos temem que o sectarismo religioso e o radicalismo de interesses contrapostos condenem a Síria a uma crise constante, mesmo que os insurgentes consigam derrubar o governo de Assad.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.