Exército sírio retoma estrada para retirada de armas químicas

As forças governamentais sírias retomaram o controle de uma rodovia que liga Damasco ao litoral, por onde devem passar centenas de toneladas de materiais químicos que serão destruídos fora do país, disse a Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) nesta segunda-feira.

Reuters

09 de dezembro de 2013 | 11h39

A guerra civil síria atrapalha a implementação de um acordo entre Damasco e a Opaq para que o país elimine até o final do ano seu arsenal químico mais mortífero.

Desde meados de novembro, as forças do presidente Bashar al-Assad vinham tentando recapturar a rodovia, que atravessa a montanhosa região de Qalamoun, cerca de 50 quilômetros ao norte da capital, e acompanha a fronteira com o Líbano. Há várias instalações militares à sua margem.

O Exército retomou as cidades de Qara e Deir Attiyah, ambas à beira da estrada, e fez incursões na localidade de Nabak, próxima da rodovia. Esses três lugares estavam sob controle dos rebeldes, majoritariamente sunitas, que tentam derrubar Assad.

"A estrada está aberta, mas não está segura", disse Rami Abdulrahman, diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo ligado à oposição, acrescentando que a área continua vulnerável a ataques rebeldes.

A TV Al Manar, que pertence ao grupo xiita libanês Hezbollah e tem repórteres acompanhando as atividades militares sírias, citou fontes oficiais para informar que a rodovia está sob o controle de Assad.

Os rebeldes da área não responderam a telefonemas para que comentassem a notícia. O governo nunca admitiu que havia perdido o controle da rodovia, que dá acesso à área litorânea que é reduto da seita minoritária alauita, de Assad.

Meses atrás, sob a ameaça de uma ação militar norte-americana, a Síria concordou em abrir mão do seu arsenal químico, destruindo 1.300 toneladas de gases sarin, mostarda e outros agentes letais.

O tamanho do arsenal, incluindo 800 toneladas de produtos químicos industriais destinados à incineração em usinas comerciais de tratamento de detritos, implica a necessidade de um transporte terrestre e marítimo, usando estradas que ligam Damasco ao porto mediterrâneo de Latakia.

A Opaq, entidade independente com sede em Haia, ganhadora do Nobel da Paz deste ano, foi encarregada de supervisionar a eliminação do arsenal químico da Síria.

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