Explosão de caminhão-bomba mata 13 e fere 42 no Iraque

Atentado teve como alvo quartel do Exército iraquiano; Zona Verde de Bagdá também sofre ataque de foguetes

Efe e Associated Press,

23 de março de 2008 | 09h37

Pelo menos 13 soldados iraquianos morreram neste domingo, 23, após a explosão de um caminhão-bomba na cidade de Mossul, no norte do Iraque. O atentado, que ainda feriu outras 42 pessoas, principalmente militares, deu início a uma nova onda de violência. Fontes policiais também informam sobre um ataque de foguetes ou morteiros na altamente protegida Zona Verde de Bagdá. A polícia afirma que pelo menos duas pessoas morreram fora do complexo governamental e diplomático.   Veja também: Atentado contra líder de milícia sunita causa três mortos   O atentado com o caminhão-bomba, que aconteceu às 7h (zero hora de Brasília), teve como alvo um quartel do Exército iraquiano na zona de Al-Haramat, no oeste de Mossul, um dos lugares onde a insurgência sunita é mais ativa, segundo as fontes.   Entre o novo número de feridos, estão 30 soldados iraquianos, afirmaram as fontes, acrescentando que a explosão também causou danos em vários edifícios na área. Uma série de ataques no país neste domingo já deixou pelo menos 57 mortos.   A explosão aconteceu quando o suicida entrou na base militar com seu caminhão. Após o ataque, as forças de segurança iraquianas e americanas impediram o acesso à área onde aconteceu a explosão.   O atentado ocorreu em um dia de especial atividade dos grupos insurgentes, que também atacaram um chefe de um Conselho da Salvação sunita - milícias de voluntários que operam contra a Al Qaeda - no noroeste de Bagdá, causando a morte de três guarda-costas.   Zona Verde   A primeira bateria de cerca de uma dúzia de foguetes ou morteiros que atingiu a Zona Verde ocorreu pouco antes das 6 horas da manhã, horário local. Uma segunda bateria ocorreu cerca de quatro horas depois, com outros oito projéteis. Fontes policiais dizem que duas pessoas morreram e cerca de dez foram feridas, aparentemente por foguetes que erraram o alvo ou que caíram fortuitamente, uma ao nordeste de Bagdá e outra na área central de Bab-al-Sheik. A Zona Verde, protegida pelos EUA no centro de Bagdá, foi com freqüência atingida no auge da violência sectária, há um ano, mas os ataques escassearam com a melhora da segurança no país.   Ainda não havia informações disponíveis sobre os últimos ataques à região. O exército dos EUA vem responsabilizando membros da milícia Exército Mehdi, do clérigo anti-EUA Moqtada al-Sadr, por disparos de mísseis ocorridos anteriormente. Sadr, no mês passado, renovou um cessar-fogo de sete meses, gesto que o exército dos EUA aponta como uma das causas da acentuada queda na violência através do Iraque. No entanto, há temores de que o cessar-fogo possa estar se desmanchando depois que membros do Exército Mehdi entraram em confronto com forças do Iraque e dos EUA na cidade sulina de Kut e no sul de Bagdá, na semana passada.     (Matéria atualizada às 17h15)

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