Explosão de carro-bomba mata 15 em mercado de Bagdá

Atentado em área de comerciantes xiitas deixa ainda 40 pessoas feridas; outro ataque mata dois e fere seis

Agência Estado e Associated Press,

06 de maio de 2009 | 12h23

Um carro-bomba explodiu nesta quarta-feira, 6, na entrada de um mercado de frutas e vegetais no sul de Bagdá, matando 15 pessoas e deixando 40 feridas. A explosão, que ocorreu por volta das 7 horas (horário local) no mercado de Rasheed, na área de Dora, sul da cidade, eleva os temores de que os militantes tenham se reagrupado depois de sofrerem fortes derrotas nos últimos dois anos.

 

Horas mais tarde, outro carro-bomba explodiu no distrito de Karradah, matando duas pessoas e ferindo seis, informou a polícia. Aparentemente, o alvo da explosão era uma patrulha policial, que não foi atingida.

 

A maioria dos ataques a bomba tem acontecido em áreas xiitas, o que sugere que militantes sunitas como os da Al-Qaeda no Iraque são responsáveis pelas ações. O mercado de Rasheed fica numa área predominantemente sunita, mas os agricultores que levam suas mercadorias para serem comercializadas no local são majoritariamente xiitas.

 

Alguns dos sobreviventes do ataque desta quarta-feira reclamaram que as forças de segurança não revistam os caminhões usados pelos agricultores para levar produtos ao mercado. "A segurança não revista os agricultores que trazem sua produção para o mercado", disse Raad Hussein. "Eles revistam apenas carros particulares".

 

Apesar do aumento dos ataques, o governo iraquiano rejeitou a possibilidade de pedir que as tropas de combate norte-americanas permaneçam nas cidades iraquianas depois do prazo de 30 de junho. O acordo de segurança entre os Estados Unidos e o Iraque diz que os soldados norte-americanos devem deixar a áreas urbanas até o final de junho e todas as forças dos Estados Unidos devem sair do país até o final de 2011.

 

A saída de soldados norte-americanos das bases dentro das cidades é psicologicamente importante para muitos iraquianos, ávidos por retomar o controle de seu país após seis anos de guerra e da ocupação militar dos Estados Unidos.

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