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Explosão de carro-bomba mata 18 e fere 54 em Bagdá

Exército americano mata menina de dez anos com "tiros de alerta"; arcebispo seqüestrado é encontrado morto

Agência Estado e Associated Press,

13 de março de 2008 | 11h32

Pelo menos 18 pessoas morreram e 54 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba em um distrito comercial na região central de Bagdá nesta quinta-feira, 13, informou a polícia local. O policial e uma fonte hospitalar confirmaram que 11 pessoas morreram na explosão. Ainda segundo a fonte hospitalar, 57 pessoas ficaram feridas.   Veja também:   Arcebispo iraquiano seqüestrado é encontrado morto   O carro-bomba estava estacionado em uma ponte perto da Praça Tahrir, uma região repleta de lojas de roupas em frente à Zona Verde, disse uma fonte na polícia. A Zona Verde é uma área fortificada onde situam-se as sedes das principais instituições do governo iraquiano e as representações diplomáticas de países com relações com Bagdá.   Trata-se do mais recente ataque perpetrado dentro da capital iraquiana depois de meses seguidos de diminuição da violência. Dezenas de pessoas morreram em ataques perpetrados no decorrer da última semana em Bagdá.   Também nesta quinta-feira, o Exército dos Estados Unidos confirmou que soldados americanos mataram uma menina de cerca de dez anos em um incidente ocorrido na conturbada província de Diyala.   Segundo o comando militar americano, a menina morreu depois que soldados dispararam "tiros de advertência" na direção de uma mulher que "parecia sinalizar algo a alguém" em uma estrada onde diversas bombas foram encontradas recentemente.   O Exército dos EUA não informou o local exato do incidente. O major Brad Leighton, um porta-voz militar americano, disse que a menina parecia ter "por volta de dez anos". Segundo Leighton, os soldados não acreditavam que a mulher fosse uma militante suicida, "mas temiam que estivesse avisando alguém que o comboio iria passar".   Arcebispo morto   Enquanto isso, um arcebispo caldeu seqüestrado no Iraque no mês passado foi encontrado morto, informou nesta quinta o bispo auxiliar de Bagdá, monsenhor Shlemon Warduni. O corpo do arcebispo caldeu Paulos Faraj Rahho foi encontrado nos arredores de Mossul, no norte do Iraque, onde ocorreu o seqüestro. Três pessoas seqüestradas junto com o religioso já haviam sido encontradas mortas.   Os cristãos caldeus representam umas das mais antigas comunidades do Oriente, remontando ao século II. A comunidade caldeia reza na mesma língua que Jesus falava, o aramaico.   No ano passado, o Relatório Internacional de Liberdade Religiosa elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA constatou que os católicos caldeus compõem uma minoria entre a população do país árabe, mas constituem o maior grupo entre os cerca de 1 milhão de cristãos iraquianos.   Desde a invasão do Iraque, em 2003, os cristãos iraquianos têm sido alvo de extremistas islâmicos, que os qualificam como "cruzados" leias aos soldados americanos. Militantes islâmicos têm atacado padres e negócios de propriedade de cristãos, muitos dos quais fugiram do país.   O papa Bento XVI lamentou a morte do arcebispo caldeu. Ele qualificou o assassinato como "um ato desumano de violência que ofende a dignidade do ser humano e prejudica a coexistência pacífica do querido povo iraquiano". Numa mensagem de condolências enviada ao líder da Igreja Católica Caldéia no Iraque, cardeal Emmanuel III Delly, Bento XVI manifestou a esperança de que "o trágico evento pelo menos sirva" para ajudar a construir um futuro pacífico para o país árabe.   Mais nove pessoas morreram em outros episódios de violência ocorridos nesta quinta-feira, sendo oito delas em ataques a alvos dos Conselhos do despertar, um agrupamento de milícias sunitas que deixaram de apoiar a Al-Qaeda no Iraque e passaram para o lado das forças apoiadas pelos Estados Unidos. A nona morte foi a de um repórter de um jornal de Bagdá baleado por agressores não identificados na capital iraquiana.

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