Explosão em instalação militar no Irã mata vários soldados

Uma explosão aparentemente causada por um incêndio acidental num paiol de munições matou e feriu vários militares na terça-feira no Irã, segundo as agências locais de notícias.

REUTERS

12 de outubro de 2010 | 17h34

Uma fonte oficial disse à agência Fars que os corpos ainda estão sendo identificados e que o número exato de mortos só será anunciado na quarta-feira.

A explosão aconteceu num campo de treinamentos do quartel Khoramabad, no oeste do país, quase três semanas após um atentado a bomba contra um desfile militar no noroeste do Irã, e poucos dias depois de homens armados matarem vários policiais na capital do Curdistão iraniano.

Analistas dizem que as mortes podem gerar pressão sobre o presidente Mahmoud Ahmadinejad, cujo governo tem enfrentado disputas internas e dificuldades econômicas resultantes em parte das sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano.

A agência estatal Irna disse que a explosão de terça-feira aconteceu após um incêndio "num lugar onde era mantida munição." O site do canal em inglês Press TV relatou que a explosão ocorreu "por acidente."

A Press TV disse que bombeiros e equipes de resgate foram enviados ao local, e que os feridos foram hospitalizados.

No final de setembro, 12 pessoas morreram e 80 ficaram feridas na explosão durante um desfile em Mahabad, atribuída pelas autoridades a militantes "antirrevolucionários" com apoio do exterior. Dias depois, a Guarda Revolucionária anunciou ter matado cerca de 30 pessoas acusadas de envolvimento no ataque.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque em Mahabad, ocorrido durante uma cerimônia militar anual em memória da guerra contra o Iraque (1980-88).

Mas há no Irã vários grupos armados hostis ao regime islâmico, inclusive separatistas curdos no noroeste, separatistas balúchis no sudeste, e alguns árabes no sudoeste.

O grupo sunita Jundollah, que o Irã diz ter ligações com a Al Qaeda, é o mais ativo deles. Esses militantes reivindicaram um duplo atentado suicida de 15 de julho que matou 28 pessoas, inclusive agentes da Guarda Revolucionária.

Na semana passada, cinco iranianos, sendo quatro membros das forças de segurança, foram mortos e nove ficaram feridos por homens armados que abriram fogo contra uma patrulha policial na província do Curdistão, cenário de frequentes confrontos entre guerrilheiros curdos e forças iranianas.

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