Explosão mata ao menos 13 em Bagdá

Uma série de explosões matou pelo menos 13 pessoas nesta terça-feira em Badgá. Um dos alvos era um político xiita que havia participado do primeiro órgão de governo local depois da invasão norte-americana. Ahmed Al Barak, que hoje dirige uma comissão arbitral do governo, saiu ileso da explosão ocorrida perto do seu comboio, no bairro de Karrada, no centro de Bagdá. A polícia disse que pelo menos uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas. Al Barak havia sido um dos 25 integrantes do Conselho Iraquiano de Governo instituído pelos EUA em 2003 para assessorar as autoridades norte-americanas que administraram o país até que um governo soberano tomasse posse, em junho de 2004. Em outra explosão, num estacionamento na zona leste da cidade, sete pessoas morreram, segundo a polícia. Na zona norte, outras quatro pessoas morreram e sete ficaram feridas por causa de uma bomba deixada numa calcada. Uma quarta bomba, deixada num carro em Karrada, matou uma pessoa e feriu cinco outras. Pistoleiros mataram um policial e feriram três outros na zona leste, sempre de acordo com a polícia. A violência na capital ilustra a fragilidade da situação no país, apesar de o número de civis locais e de militares norte-americanos mortos ter caído para o menor índice desde o início da guerra. Mas explosões e atentados continuam sendo rotineiros, e a reconciliação entre as diversas facções étnicas, religiosas e políticas do país se mostra complicada. Autoridades prevêem que a violência recrudesça até as eleições provinciais de janeiro. Os EUA estão gradualmente transferindo as responsabilidades sobre a segurança para a polícia e o Exército do Iraque. Washington pretende em breve reduzir o seu contingente no país para 150 mil soldados. Os dois governos tentam atualmente concluir um acordo que regulamente a presença militar norte-americana a partir de janeiro, quando expira um mandato da ONU para a ocupação. O novo tratado permitiria a permanência dos EUA até 2011. O vice-presidente Tareq Al Hashemi, principal membro sunita do governo, propôs na terça-feira que o tratado seja submetido a referendo. O primeiro-ministro Nuri Al Maliki defende que o acordo seja submetido apenas ao Parlamento.

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