Explosão perto de embaixadas mata 5 e fere 12 em Islamabad

Bomba deixou um grande buraco na calçada, arrancou árvores e destruiu uma dúzia de veículos

Efe,

02 de junho de 2008 | 05h36

Pelo menos cinco pessoas morreram e 12 ficaram feridas em um atentado perpetrado nesta segunda-feira, 2, nas proximidades da Embaixada da Dinamarca no Paquistão, no centro de Islamabad, informou à Agência Efe uma fonte policial. No entanto, um membro das equipes de resgate, que foram imediatamente ao local da explosão, disse à Agência Efe que retiraram oito cadáveres, enquanto outras cinco pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais próximos. A explosão, que levantou uma intensa fumaça branca e pôde ser ouvida em boa parte da cidade, derrubou um muro da embaixada dinamarquesa e causou danos na delegação e na vizinha sede do Programa da ONU para o Desenvolvimento, segundo a Efe pôde comprovar. A bomba deixou um grande buraco na calçada, arrancou árvores e destruiu uma dúzia de veículos que havia nas imediações. A Polícia confirmou que a bomba estava no interior de um veículo, embora ainda tente confirmar se se tratou da ação de um suicida. A fonte consultada pela Efe não pôde confirmar se houve estrangeiros entre as vítimas do atentado. Ao contrário da maioria das embaixadas e residências diplomáticas - concentradas no chamado "enclave diplomático" no leste de Islamabad - a delegação da Dinamarca fica em uma região da cidade central e movimentada, perto de um grande mercado. As autoridades paquistanesas isolaram essa região, conhecida como "setor F6", e decretaram um alerta de segurança após a explosão. Nesse mesmo bairro, aconteceu um atentado em um restaurante em março, no qual uma mulher turca morreu e outras 13 pessoas ficaram feridas. As autoridades dinamarquesas tinham decidido diminuir há um ano o perfil de sua embaixada em Islamabad, após receber ameaças dos fundamentalistas islâmicos, que puseram o país europeu em sua alça de mira, depois da polêmica publicação de caricaturas do profeta Maomé. Tanto o primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani, como o líder do Partido Popular do Paquistão (PPP, governo), Asif Ali Zardari, condenaram o atentado.

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