Explosões em Aleppo deixam ao menos 40 mortos

Quatro explosões destruíram um bairro controlado pelo governo perto de um clube de oficiais militares no norte da cidade síria de Aleppo, matando pelo menos 40 pessoas e ferindo mais de 90 nesta quarta-feira, disseram ativistas da oposição.

OLIVER HOLMES, Reuters

03 de outubro de 2012 | 08h01

Os ataques, com minutos de diferença entre um e outro, atingiram a praça principal Saadallah al-Jabiri e uma quinta bomba explodiu a algumas centenas de metros de distância, segundo a televisão estatal, nos arredores da Cidade Velha, onde rebeldes e forças leais ao presidente Bashar al-Assad tem travado combates intensos.

"Cinco minutos depois da primeira explosão, uma segunda bomba explodiu. Uma terceira explodiu 10 minutos depois", disse um repórter da televisão estatal. "Um carro-bomba também explodiu antes que as unidades de engenharia pudessem desarmá-lo."

A estação de TV transmitiu imagens de três homens mortos disfarçados de soldados em uniformes do Exército que a emissora disse que foram baleados pelas forças de segurança antes que pudessem detonar explosivos presos a cintos que estavam vestindo. Um parecia estar segurando um dispositivo de disparo em sua mão.

Aleppo agora está dividida em dois, com as forças de Assad principalmente no oeste e os rebeldes no leste. Vários grandes protestos em apoio ao presidente tinham sido realizados na praça Saadallah al-Jabiri.

Rebeldes que lutam para derrubar o presidente Bashar al-Assad anunciaram na semana passada uma nova ofensiva em Aleppo, a maior cidade da Síria e o centro comercial do país, com 2,5 milhões de pessoas. No entanto, nenhum dos lados parece ter conquistado ganhos significativos até agora.

As explosões desta quarta também acontecem uma semana depois que os rebeldes bombardearam edifícios do comando militar de Assad no coração da capital Damasco e entraram em confronto com forças de segurança por várias horas.

Esse ataque foi o maior na capital desde 18 de julho, quando uma bomba matou vários funcionários do alto escalão da segurança, incluindo um cunhado de Assad, o ministro da Defesa e um general.

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