Explosões em cidade petrolífera do Iraque matam pelo menos 29

Bombas tinham como alvo forças de segurança iraquianas em Kirkut

MUSTAFA MAHMOUD, REUTERS

19 de maio de 2011 | 09h53

KIRKUK - Três bombas que tinham como alvo as forças de segurança iraquianas explodiram nesta quinta-feira, 19, próximo a prédios do governo no centro de Kirkuk, cidade petrolífera em disputa no norte do Iraque, matando até 29 pessoas e deixando vários feridos, segundo fontes.

Kirkuk, onde a população é uma mistura volátil de árabes, curdos, turcos e outros, está localizada na região de algumas das maiores reservas de petróleo do mundo e é um foco crítico de tensão, no momento em que tropas norte-americanas se preparam para deixar o Iraque.

Os soldados devem se retirar até o final do ano, mais de oito anos depois da invasão que retirou Saddam Hussein do poder.

Uma pequena bomba fixada ao carro de um policial explodiu próximo à sede da polícia, seguida de duas grandes explosões de carros quando as forças de segurança e equipes de resgate corriam para o local. Autoridades culparam integrantes da Al Qaeda pelo ataque.

"Eu estava a caminho da sede da polícia e de repente eu caí no chão, mas não senti nada porque eu fiquei inconsciente", disse Talib Jabar, um policial que ficou com as mãos e os pés feridos. "Quando eu acordei eu estava no hospital com médicos ao meu redor e eu estava sangrando por toda a parte."

Imagens na televisão mostraram destroços retorcidos e queimados dos carros na rua, enquanto policiais investigavam os escombros. O hospital estava lotado de feridos.

O chefe da assembléia provincial de Kirkuk, Hassan Turan, estimou que 17 pessoas haviam morrido e dezenas ficaram feridas, mas segundo uma fonte do Ministério do Interior e outra do hospital, havia 29 mortos e 68 feridos.

"Esperamos que o número de mortos aumente porque a maioria dos feridos são casos graves", disse a fonte do hospital.

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