Explosões em mesquita no Irã deixam ao menos 21 mortos, diz agência

Imprensa iraniana diz que mais de cem estão feridos; grupo Jundollah reivindicou o ataque

Reuters

15 de julho de 2010 | 15h07

TEERÃ - Uma mesquita xiita foi alvo de duas explosões no sudeste do Irã nesta quinta-feira, 15, deixando ao menos 21 mortos, informou a agência estatal de notícias Irna.

 

De acordo  com o canal Al-Arabiya, o grupo rebelde sunita Jundollah assumiu a autoria dos ataques, em resposta à morte do seu líder, Abdolmalek Rigi, que foi executado pelo governo em junho. Em um e-mail à emissora, os militantes afirmaram que os bombardeios tinham como alvo uma reunião da Guarda Revolucionária na cidade de Zahedan.

 

Segundo a Irna, o governador da província do Sistão-Baluchistão, Jalal Sayyah, disse que as explosões ocorreram perto da principal mesquita na capital da região, Zahedan. Sayyah disse que as explosões "deixaram várias pessoas mortas e feridas". Informações da imprensa iraniana dão conta de 21 mortos e mais de cem feridos, sengo que algumas vítimas são membros da Guarda Revolucionária.

 

Ali Abdollahi, vice-ministro do Interior responsável pela segurança, disse à agência Fars que as explosões foram fruto da ação de suicidas, sem dar mais detalhes.

 

A província do Sistão-Baluchistão faz fronteira com o Paquistão e abriga os insurgentes do Jundollah, grupo  que diz lutar pelos direitos da minoria baluchi no Irã. Segundo eles, os sunitas sofrem discriminação com o governo xiita do país.

 

Em junho, o governo executou o líder do Jundollah, Abdulhamid Rigi, depois de ele ser condenado por atacar civis, assalto com o uso de armas e relacionamento com uma campanha de difamação do Irã.

 

O Jundollah assumiu a autoria de diversos atentados nos últimos anos, inclusive do araque que deixou cinco alto comandantes da Guarda Revolucionária no ano passado. O grupo ganhou fama seis anos atrás depois de ter lançado uma campanha de sequestros esporádicos e atentados que deixaram dezenas de mortos.

 

O Irã acusa os EUA e o Reino Unido de apoiar o Jundollah para enfraquecer o governo iraniano e também diz que o grupo é ligado à rede terrorista Al-Qaeda. Especialistas, porém, dizem que não há relação entre os dois grupos.

 

(Atualizado às 18h32)

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