Efe/Arquivo/7jun2011
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Explosões sacodem Trípoli e Otan ataca complexo de Kadafi

Segundo a Grã-Bretanha, o complexo do ditador sofreu 'danos extensos' após semanas de ataques da aliança

MISSY RYAN, REUTERS

24 de julho de 2011 | 17h10

TRÍPOLI - Explosões sacudiram o centro da capital líbia, Trípoli pela segunda noite seguida seguida, neste domingo, 24. A Grã-Bretanha disse que semanas de bombardeio da Otan já causaram "danos extensos" no fortemente protegido complexo de Muamar Kadafi.

 

O líder da Líbia segue agarrado ao poder, apesar de uma campanha aérea da Otan que já dura quatro meses e de um longo conflito com os rebeldes que já tomaram boa parte do país da África do Norte e exigem o fim do governo de 41 anos.

 

As explosões atingiram Trípoli por volta de 1 hora da manhã de domingo, um dia depois de a Otan ter atacado o que a aliança diz que era um posto de comando militar em Trípoli.

 

O major-general Nick Pope, chefe de comunicações da equipe de defesa, disse que um avião da Royal Air Force atingiu as altas paredes do complexo de Kadafi em Bab al-Aziziyah.

'Grandes danos'

 

"Kadafi tem se escondido do povo líbio atrás dessas paredes há décadas. O grande complexo de Bab al-Aziziyah não é apenas a sua residência pessoal, mas abriga também a principal sede do seu regime, com instalações de comando e controle e um quartel do exército", disse Pope no domingo.

Os ataques sucessivos da Otan nas últimas semanas têm causado "grandes danos" nas instalações militares do complexo. Enquanto a guerra se arrasta por mais tempo do que muitos previam, o Ocidente espera cada vez mais que se chegue a uma negociação que ponha um fim a ela.

 
O ministro do exterior de Kadafi, Abdelati Obeidi, deixou o Cairo no domingo, depois de uma visita de três dias, sem fazer qualquer comentário. "Obeidi se reuniu com uma série de autoridades egípcias e outras personalidades para discutir os acontecimentos mais recentes na Líbia e maneiras de resolver a crise de forma pacífica", disse um funcionário da embaixada líbia, sem dar mais detalhes. Ele seguiu para Tunis.

 

O porta-voz do governo Moussa Ibrahim disse na sexta-feira que representantes líbios estavam preparados para dialogar mais com os Estados Unidos e com os rebeldes, mas que Kadafi não pretende sair. Ibrahim disse que altos funcionários líbios tiveram um "diálogo produtivo" com seus colegas norte-americanos na semana passada, durante um raro encontro que se seguiu ao reconhecimento do governo rebelde pelos EUA.

 

"Acreditamos que outras reuniões no futuro... ajudarão a resolver os problemas líbios", afirmou Ibrahim a repórteres em Trípoli. "Estamos dispostos a conversar mais com os norte-americanos."

 

Luta difícil

 

Perto do começo do mês islâmico sagrado, o ramadã, rebeldes mal armados parecem que não conseguirão derrubar Kadafi rapidamente. Os rebeldes declararam avanços, mas também sofreram baixas na luta perto de Misrata e Brega.

Na quinta-feira passada, rebeldes disseram que campos minados atrasaram seu avanço em direção a Brega, que eles haviam dito anteriormente ter capturado, mas eles chegaram mais perto de Zlitan, na costa mediterrânea, a 160 quilômetros ao leste de Trípoli.

O principal hospital de Misrata disse que um homem havia sido morto e cinco feridos no domingo. "Estamos mantendo essa posição e esperando para seguir em frente. Se Deus quiser, será em breve", disse Salim, um estudante de 21 anos de idade e voluntário rebelde.

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