Faixa de Gaza receberá apenas combustível para geradores

Entrada de gasolina para os automóveis no território continua proibida, informa rádio de Israel

Efe,

22 de janeiro de 2008 | 06h31

A Companhia Palestina de Eletricidade e os hospitais de Gaza voltarão a receber nesta terça-feira, 22, combustível derivado do petróleo para suas turbinas e geradores, mas a entrada de gasolina no território continua proibida, informou esta manhã a rádio de Israel. Veja também:Conselho de Segurança analisa bloqueio na Faixa de Gaza O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, suspendeu na noite desta segunda-feira a proibição de abastecer com combustíveis essa Companhia, que devido ao bloqueio deixou de gerar energia elétrica no domingo à noite. 800 mil palestinos ficaram no escuro. A maior parte da população desse território palestino governado pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) passou a noite às escuras e sem poder aquecer seus lares. Segundo a emissora, a partir desta terça Israel também fornecerá gasóleo para uso doméstico, além de medicamentos, alimentos e bolsas de náilon, solicitadas pela UNRWA, a Agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinos, a maioria da população de Gaza. No entanto, Barak vetou o fornecimento de gasolina para os automóveis dos palestinos. O ministro da Defesa de Israel ordenou o fechamento das cinco passagens fronteiriças com Gaza devido ao aumento dos ataques com foguetes Qassam por milicianos palestinos contra localidades do sul do Estado judeu. Porta-vozes do Hamas em Gaza e fontes próximas ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediam o fim do bloqueio ao Estado judeu e também à comunidade internacional. No entanto, vários setores militares de Israel acreditam que essas restrições, vistas como um castigo coletivo, tiveram um efeito positivo, pois os milicianos de Gaza, habituados a disparar dezenas de seus foguetes contra a cidade vizinha de Sderot, lançaram na segunda-feira, e sem conseqüências, apenas três, além de três bombas. Disparos Esta manhã, os milicianos palestinos voltaram a disparar outros três projéteis contra Sderot, no sul de Israel, mas sem conseqüências, informaram fontes policiais. "Devemos exercer pressão e mais pressão sobre Gaza", disse na segunda-feira à noite Barak ao explicar a política adotada pelo Ministério da Defesa. "O que nos importa é que os moradores de Sderot e do (deserto de) Neguev ocidental vivam em calma e, se para conseguir isso for necessário que haja barulho na outra parte (Gaza), haverá barulho", disse o ministro israelense, líder do Partido Trabalhista. "Nós faremos de tudo para que (os palestinos) entendam e para que reine a calma. Eu sei que é difícil (para a população palestina), mas para mim nossa calma é mais importante que a deles", acrescentou. Barak, que há menos de duas semanas emitiu uma ordem para intensificar as operações das Forças Armadas na Faixa de Gaza, prometeu que seu Ministério vai "solucionar o problema dos Qassam".

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